Menu
Busca sábado, 24 de agosto de 2019
(67) 99647-9098
Economia

Balanço confirma perda de um milhão de toneladas de soja em MS

08 abril 2011 - 20h36Arquivo
Com a colheita de soja praticamente concluída em Mato Grosso do Sul, o fechamento das perdas devido ao excesso de chuvas no início de março confirma a previsão inicial de quebra de um milhão de toneladas do grão.

O prejuízo soma as 700 mil toneladas que deixaram de ser colhidas, de acordo com registros da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), à quebra em qualidade registrada na entrega da oleaginosa à indústria.

As previsões iniciais de safra da Conab para a soja no Estado apontavam uma perspectiva de colheita recorde de 5,68 milhões de toneladas, sendo que o registrado efetivamente ficou em 4,92 milhões de toneladas. Em percentuais, as perdas chegaram a 13%. Se comparada à safra 2009/10, quando foram colhidas 5,30 milhões de toneladas, a colheita teve redução de 7,1%.

Além da perda mensurada pela companhia, uma previsão bem conservadora da quebra registrada pelo excesso de umidade, que deixa o grão ardido, traz perdas médias de 10% sobre o que foi colhido, ou seja, mais de 400 mil toneladas do grão pelas quais o produtor não recebe. A soma ultrapassa a casa de um milhão de toneladas de quebra. “Os números da Conab não retratam o fechamento líquido do prejuízo por não levar em consideração as perdas em qualidade”, esclareceu o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Eduardo Riedel. As chuvas trouxeram perdas mais acentuadas nos municípios das regiões ao Norte do Estado. Levantamento feito por empresas de consultoria agrícola a pedido do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste mostra que houve uma quebra de 150 mil toneladas de soja somente no município, um dos maiores produtores em área plantada de Mato Grosso do Sul. O que significa quebra média de 40% em relação à previsão inicial de 378 mil toneladas. “Em valores, os prejuízos chegam aos R$ 100 milhões”, contabiliza o presidente do sindicato, Julio Cesar Bortolini.

Mas segundo o dirigente, nem mesmo no município as perdas são lineares, pois são decorrentes ao período da colheita em relação às chuvas. O levantamento apresentado pelo sindicato mostra que em 55% da área plantada a perda foi de 50%, sendo que em 5% a perda foi total. “Tem produtor que não vai conseguir mais plantar, enquanto outros tiveram danos menores”, afirma Bonini.

Conforme o dirigente, o município, com economia alicerçada na agricultura, já começa a sentir os reflexos dos danos na lavoura. “Os vencimentos das contas começaram em 31 de março. As empresas estão negociando caso a caso com os clientes”, conta.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Economia
Seguro facultativo garante benefícios a quem não exerce atividade remunerada
Economia
Acima de R$ 4,12, dólar fecha no maior valor em quase um ano
Economia
Julho registra abertura de 43,8 mil postos de trabalho
Economia
Ministério da Economia corta despesas para garantir serviços essenciais
Economia
Bolsonaro diz que vai ouvir Guedes sobre novo imposto
Economia
Aumento na conta de luz pressiona inflação para os mais pobres
Economia
Financiamento imobiliário com taxas diferenciadas é anunciado pelo BB
Economia
Índice de confiança do empresário tem alta pelo 3º mês seguido
Economia
Fiems apresenta aos militares do exército potencial econômico de MS
Economia
Coaf muda para o Banco Central

Mais Lidas

Polícia
Polícia apresenta acusado de estupro e roubo no Jardim Carioca
Polícia
Família encontra jovem morto e suspeita é de suicídio
Polícia
Confusão em tabacaria da Moreninha termina em morte
Polícia
Rapaz é contatado por aplicativo para fazer corrida e desaparece