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Economia

Cesta Básica Alimentar tem alta de 2,34% em setembro na capital

05 outubro 2012 - 11h23Edemir Rodrigues

O custo da Cesta Básica Alimentar em Campo Grande apresentou no mês de setembro uma variação positiva de 2,34% em relação ao mês anterior. Para a aquisição da ração mínima foi necessário R$ 263,39 (em agosto, esse valor foi de R$ 257,38. Os dados são da mais recente pesquisa da Secretaria de Planejamento do Estado.

O levantamento assinalou que dos produtos que compõem a Cesta Básica Alimentar, oito registraram alta: batata 18,87%; tomate 11,57%; arroz 10,99%; óleo 4,86%; carne 1,94%; leite 1,91%; macarrão 1,12% e alface 0,55%. Os produtos que acusaram queda de preço foram: laranja 2,62%; sal 2,13%; banana 0,35% e feijão 0,31%. Pão francês, açúcar e margarina mantiveram seus preços inalterados.

Acumulado
Quanto às variações acumuladas, os números revelam que a elevação alcança alta de 11,07% nos últimos 12 meses; de 5,13% no ano; e de 3,66% no acumulado dos últimos seis meses.

Análise
A equipe técnica da área do Planejamento analisa que houve quebra de 20% na produtividade da batata devido às chuvas ocorridas no período de desenvolvimento das lavouras, diminuindo o volume ofertado do tubérculo, por isso o aumento de preço 18,87%. Já o tomate continua em alta (11,57%) pela baixa produtividade nas lavouras, com pouca oferta no mercado interno. O pico de oferta desta temporada ocorrerá em novembro quando os preços poderão apresentar queda.

A laranja teve uma boa safra este ano devido às condições favoráveis do desenvolvimento dos frutos e está com condições em baixa no período, assinalando queda de 2,62%. E com a normalização da produção de sal nas principais regiões produtoras, os estoques foram elevados, causando queda de preço 2,12%.             

Situação dos produtos no acumulado
Nos últimos seis meses, os produtos que assinalaram maiores altas foram o tomate, o arroz, o óleo, a batata e a margarina. No mesmo período acumulam queda a laranja, o açúcar, a alface, a banana e o feijão. 

Quanto à renda mensal, a pesquisa constatou que no mês de setembro o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 622,00 precisou comprometer 42,35% de sua renda para aquisição da Cesta Alimentar.

Cesta Básica Familiar
A Semac também pesquisa mensalmente o custo da Cesta Básica Familiar,  recomendada para uma família com cinco indivíduos. Ela é composta por um painel fixo de 32 produtos de alimentação, cinco de higiene pessoal e sete de limpeza doméstica, em quantidades essenciais à sobrevivência adequada.

O custo em setembro apresentou alta de 1,75% em relação ao mês anterior, registrando a importância de R$ 1.175,79 (no último levantamento havia sido de R$ 1.155,58).

Quanto às variações acumuladas, os índices são positivos, de 8,05% nos últimos 12 meses; de 4,59% no acumulado de 2012; e de 1,47% considerando os últimos seis meses.

Entre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 25 apresentaram alta de preço, 11 apresentaram queda e oito mantiveram seu preço inalterado.

No grupo Alimentação, a pesquisa apresentou variação positiva de 1,84%. Os principais produtos em alta foram: cebola 21,35%; batata 18,96%; tomate 11,57%; arroz 10,96%; mamão 10,89%; fubá 6,67%; cenoura 5,33%; óleo 4,76 %; frango 3,14% e manteiga 2,66%. Os produtos em queda foram: laranja 2,57%; ovos 0,87%; sal 0,86%; couve 0,59%; mandioca 0,54%; banana 0,33%; feijão 0,33% e queijo 0,26%. Mantiveram seus preços inalterados: açúcar cristal, doces, margarina, pão francês, pão doce e peixe.

Análise
Com o fim do pico de oferta do cerrado e a valorização da cotação dos preços recebidos pelos produtores  no período,  a cebola registrou alta 21,35%. A safra do arroz foi inferior até 13% no Rio Grande do Sul, o que causou baixa oferta no mercado nacional. Com a boa procura e a baixa oferta na maioria das beneficiadoras, ocorreu elevação no preço do arroz 10,96%.          

A elevação da produção dos ovos no mercado interno reduziu o preço em 0,87%. O descarte adiantado das poedeiras tem sido comum para normalizar a produção.

No grupo Higiene Pessoal, o registro foi de alta de 1,17%, com elevação nos preços do absorvente 2,19%; dentifrício 1,90%; lâmina de barbear 1,68% e papel higiênico 0,45%. Registro de queda foi apontado para o sabonete 1,30%.

No que se refere ao Grupo Limpeza Doméstica, houve alta de 0,02%, destacando-se os seguintes produtos: sabão (barra)1,28%; cera em pasta 1,06% e sabão em pó 0,79%. O registro de queda ficou para o detergente 4,46% e a esponja de aço 1,47%. Desinfetante e água sanitária mantiveram seu preço inalterado.

Em termos de renda versus salário-mínimo, houve um comprometimento de 37,81% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos, R$ 3.110,00, para atender uma família composta por cinco membros. No mês anterior, esse cálculo apontou 37,16%.

Via Notícias MS

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