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Chuva traz prejuízo para hortas e verduras viram item difícil e caro

07 março 2011 - 11h34
As chuvas contínuas que mudaram a rotina de todo o Mato Grosso do Sul e provocaram estragos de Norte a Sul estão provocando prejuízos para os produtores de verduras e hortaliças. O reflexo direto para o consumidor é a dificuldade de encontrar os produtos, o aumento dos preços e a baixa na qualidade. Entre os produtores, os dias tem sido de perdas constantes e impossibilidade de plantar. O agricultor e comerciante de horfitrutícolas, Edson Taíra, sende duplante o problema. Na quitande de propriedade dele, na avenida Costa e Silva, normalmente são entregues, por exemplo, 150 caixas de alface por produtores locais. Hoje cedo, só foram entregues 50. “O restante tivemos de pegar de fora do Estado, conta. Na horta mantida por Taíra, ainda não houve prejuízos grandes, mas ele já prevê que eles virão quando o sol abrir. “O problema é que está tudo encharcado. Quando o tempo estiar, as folhas apodrecem, queimam”. Taíra também não está conseguindo plantar numa parte da área que está com a terra pronta para ser semeada. Fornecedor de folhagens para a quitanda de Taíra, o agricultor José Andrade, contou que, por dia, costuma entregar em torno de mil reais em produto, saído de uma horta. “Desde o fim de semana, não tenho conseguindo entregar nem 300 reais em produto”. Ele diz que, se a chuva continuar, não conseguirá nem cobrir os gastos com o cultivo de alface, rúcula, cheiro verde e outras folhas. Uma das dificuldades apontadas pelo agricultor é na hora do transporte da região do Capão Seco, em Sidrolândia, para Campo Grande, por causa das condições ruins das estradas. “Nosso veículo estragou e estamos tendo de pagar frete”. Há 17 anos cultivando hortaliças, Andrade disse que nunca viu uma chuva de tanto tempo e que nunca teve tantas perdas. No conjunto União, em Campo Grande, uma horta mantida por um morador até parece bonita, à primeira vista. Mas está tudo encharcado e o receio é que, quando o tempo abrir, venha o prejuízo. Horta em Campo Grande: folhagens bonitas, mas está tudo encharcado. (Foto: João Garrigó) Difícil e caro-Para o consumidor que faz questão de consumir verduras nesses dias, a tarefa de encontrar está mais difícil e a despesa mais alta. “As verdudas vem mais feias e as que estão melhores vem mais caras”, resume o proprietário de supermercado Luiz Tadeu Gaedick. Apenas um pé de alface chega a custar R$ 3,00, quando normalmente, uma bacia com 3 pés é vendida por esse preço. “Não tem como comprar verduras nos supermercados. Além das verduras ser feias o preço é alto”, disse esta manhã a funcionária pública Lucélia Lourenço de Melo, 37 anos, A delegada Marlene Justino, de 52 anos, testemunhou a dificuldade que o consumidor está enfrentando. Segundo ela, os preços do supermercado não são convidativos e mesmo em quitandas e sacolões há verduras que não tem condições de compra, como alface, cebolinha. “Muita chuva, as verduras não vingam”. “Muita coisa está estragada. Alface, agrião e couve-flor não dá para comprar”, completa a assistente administrativa Maria da Silva, de 46 anos. Fonte: CG News

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