Menu
Menu
Busca quinta, 16 de abril de 2026
Sebrae IA #2 Abr26
Economia

Comércio empregou 10,3 milhões em 2015; queda foi de 3,9% em relação a 2014

24 agosto 2017 - 10h04Agência Brasil

O setor do comércio ocupou 10,3 milhões de pessoas em 2015, mas registrou queda de 3,9% no número de postos de trabalho, em comparação ao ano anterior. O resultado sofreu influência da redução do comércio varejista (-4,2%). Ainda assim, o varejo foi o segmento que mais empregou no período, representando 73,5% da força de trabalho. Os dados estão na Pesquisa Anual do Comércio (PAC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (24), que avalia os dados dos segmentos empresariais do comércio brasileiro nas categorias comércio de veículos automotores , peças e motocicletas, comércio por atacado e comércio varejista.

"No segmento varejista, as empresas são de menor porte, então, elas acabam tendo que empregar a maior parte do pessoal ocupado, porque existem muitas: 78% das empresas da PAC são do segmento varejista. Como há uma quantidade maior de empresas nesse segmento de comércio, ele acaba empregando mais", disse à Agência Brasil a gerente da pesquisa, Danielle Chaves de Oliveira.

A PAC 2015 mostra também que houve queda na massa salarial real (-1,7%). Nesse caso, o declínio do comércio por atacado (-2,4%) contribuiu para o desempenho. O setor fechou o ano com o pagamento de R$ 206,3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Apesar de registrar o menor salário médio (1,7 salário mínimo), o varejo foi responsável por 63,3% dos salários, retiradas e outras remunerações. No atacado, o salário médio ficou em 2,9 e no segmento veículos automotores, peças e motocicletas, em 2,4 salários mínimos.

No universo de 1,6 milhão de empresas e 1,7 milhão de unidades locais, o comércio alcançou em 2015 a receita operacional líquida de R$ 3,1 trilhões, sendo que o atacado registrou a maior parte (45,4%), com R$1,4 trilhão. No comércio varejista, os hiper e supermercados atingiram a maior receita líquida de revenda (R$ 340,2 bilhões ou 24,7% do segmento). Também foram responsáveis pelos maiores salários, retiradas e outras remunerações (R$ 22,7 bilhões ou 17,3%). Se destacaram ainda no número de pessoas ocupadas, liderando com a média de 99 por empresa.

A gerente da pesquisa disse que em 2015 a receita líquida do comércio teve queda real de 0,5%, mas isso significa que se manteve estável na comparação com o ano anterior. Entre as maiores quedas de receita estão as áreas de veículos automotores (13,6%), eletrodomésticos (10,8%) e material de construção (9,6%), todas em relação ao ano anterior.

"São os setores que sentem mais a crise, os mais atingidos pela diminuição da renda, do emprego. Pelo pessoal ocupado e a variação em 2015 em relação a 2014, a gente pode perceber o mesmo movimento. O setor de veículos automotores, com queda de 10% em relação a 2014, material de construção, com recuo de 9,4%. Esses setores, de bens duráveis, são os que percebem mais o impacto da crise, porque são os primeiros em que as pessoas começam a sacrificar o consumo", explicou.

Segundo Danielle, não é possível saber ainda se o impacto da crise econômica sobre o comércio se esgotou em 2015 e se a partir daquele ano vai ocorrer recuperação. De acordo com a gerente, somente quando forem anunciados os dados de 2016 haverá condição de fazer esse tipo de análise. Para ela, é interessante lembrar que em 2014, em relação a 2013, houve aumento real de 6,2% no total do comércio em geral e não tinha reflexo da crise. Por isso, ela avaliou que a queda de 0,5% em 2015 deve ser considerada estabilidade.

Regiões

Naquele ano, o Sudeste se destacou nas principais variáveis. A receita bruta de revenda ficou em 51,5% do total, a massa salarial em 56,3%, as pessoas  ocupadas atingiram 51,6% e unidades locais chegaram a 50,4%. O Sudeste também ficou acima da média do país (2,0) em salário médio mensal e pagou o maior valor: 2,1 salários mínimos. Mas a região teve redução em sua participação na receita global. "O Sudeste tinha participação na receita de 63,3% e agora tem 51,1% ", disse.

Conforme a pesquisadora, o comportamento no Nordeste é diferente das outras regiões, que têm no atacado as receitas maiores do do que no varejo. "No Nordeste isso se inverte, a receita bruta de revenda no varejo é de 49,7% e é maior do que no atacado".

Reportar Erro
UNIMED Corrida - Abr26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Cédulas de dinheiro
Economia
Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027
Riedel durante discurso no evento
Economia
Em SP, Riedel destaca setor sucroenergético do estado e é elogiado por governador paulista
Confiança da indústria atinge menor nível desde 2020
Economia
Confiança da indústria atinge menor nível desde 2020
Presidente do Consen-MS, Rosimeire Costa
Economia
Conta de luz sobe em MS e mecanismo pode empurrar custo para 2027
Data deve movimentar comércio no Centro
Economia
Impulsionado pela compra de presentes, Dia das Mães deve movimentar R$ 452,6 milhões em MS
Fiems critica fim da escala 6x1 e alerta para impacto bilionário
Economia
Fiems critica fim da escala 6x1 e alerta para impacto bilionário
Show do Guns N' Roses aumenta ocupação hoteleira para 86% na Capital
Economia
Show do Guns N' Roses aumenta ocupação hoteleira para 86% na Capital
Cesta básica
Economia
Trabalhador gasta 53,7% da renda com cesta básica em Campo Grande
Governo Federal detalha - Foto: Washington Costa/MF
Economia
Governo aumenta imposto sobre cigarros para compensar isenção de tributos sobre biodiesel
Foto: Ilustrativa / Vinicius Thormann
Economia
Número de mulheres donas de negócios chega a 10,4 milhões e bate recorde no país

Mais Lidas

Ilustrativa / Foto: Marcus Phillipe
Oportunidade
Precisa tirar documentos? Mutirão em Campo Grande vai emitir RG, CPF e certidões de graça
Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Em júri, acusado de matar duas crianças pede para não ser julgado pela 'tatuagem'
Confusão aconteceu no Mercadão Municipal
Polícia
Discussão entre funcionários termina com um esfaqueado no Mercadão Municipal
Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias
Justiça
Pega 44 anos de prisão rapaz que matou 2 crianças inocentes em Campo Grande