Embora a economia mundial esteja ameaçada de um longo período de crescimento "medíocre", segundo a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, a zona do euro foi apontada nas reuniões desse sábado (11) como o ponto negro em nível mundial, devido à estagnação e à baixa inflação.
Além disso, nas reuniões foi abordada a situação dos Estados Unidos, que se encontram em plena recuperação, da Ásia, que está em um bom caminho (exceto o Japão), e dos países emergentes, que não têm se saído mal, seguidos pelo Brasil e a Rússia, mais distantes.
A África, por sua vez, enfrenta a ameaça do vírus ebola, que poderá comprometer o desenvolvimento do continente.
"Todo o mundo está voltado para os desafios reais, que são mais reformas estruturais em detrimento de políticas macroeconômicas", disse o presidente do órgão político do FMI, o Comitê Monetário e Financeiro Internacional (CMFI), Tharman Shanmugaratnam.
Segundo os participantes, "a bola está agora nas mãos dos políticos, dos governos" e não tanto na dos técnicos ou dirigentes de bancos centrais. "É preciso apoiar as reformas estruturais", disse o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi.
Shanmugaratnam, que também é ministro das Finanças de Cingapura, acrescentou que "será preciso coragem política (...), mas isso pode ser feito", dando como exemplo de reforma desejável a liberalização dos serviços na Europa, a reforma das pensões nos Estados Unidos ou a educação nos países emergentes.
O tema das reformas e o seu conteúdo específico são questões particularmente sensíveis na zona do euro, tendo vários participantes apelado a determinados países com margem de manobra orçamentária, como a Alemanha, para que participem da recuperação europeia.
Apesar de afirmar que "não sentiu qualquer pressão", o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, destacou várias vezes que não se obtém crescimento sem um orçamento sério.
Mesmo assim, Schäuble disse que a Alemanha "deverá aumentar os seus esforços para investir no setor público e privado".Reportar Erro
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Diretora-geral do FMI, Christine Lagarde. (Foto: Reuters) 



