A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou queda pelo segundo mês consecutivo. Este mês, o índice medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) caiu 1,9%. Em março, ele já havia recuado em 0,4%.
O estudo divulgado nesta sexta-feira (26) apontou variação negativa em todos os subíndices do indicador. A última vez que isso aconteceu foi após a greve dos caminhoneiros, em julho do ano passado.
A Região Sudeste registrou a maior queda de intenção de consumo, 3,2%. Enquanto, o Nordeste teve o menor índice, 1,7%.
O desemprego, a taxa de juros e a recuperação lenta da economia mostram, para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, que as famílias brasileiras estão, no momento, com maior cautela para consumir.
“O país passa por uma fase de mudanças e ajustes. A aprovação da reforma da Previdência, nos próximos meses, pode trazer um alento para a economia brasileira”, acredita Tadros.
A pesquisa da CNC considera como zona de satisfação resultados acima dos 100 pontos. Em abril, o índice nacional foi de 96,2 pontos. Desde abril de 2015, quando marcou 102,9 pontos, o IFC não ultrapassa essa marca.
A intenção de consumo das famílias do Sul (102,7 pontos) e do Norte (100,3) estão na zona de satisfação. Enquanto Sudeste e Centro-Oeste estão no mesmo padrão de insatisfação (94,7 pontos), seguido pelo Nordeste (96,2 pontos).
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O desemprego, a taxa de juros e a recuperação lenta da economia são fatores que diminuem o consumo (Reprodução/Internet)



