O Ministério da Economia cortou despesas e limitou gastos relacionados a café, estagiários e terceirizados com o intuito de garantir o funcionamento de serviços essenciais. O impacto total das medidas, anunciadas nesta quarta-feira (22), será de R$ 2,16 bilhões, resultado de economia de R$ 366 milhões e de R$ 1,8 bilhão em remanejamento de recursos entre os órgãos.
Conforme portaria publicada hoje do Diário Oficial da União, o ministério, autarquias e fundações vinculadas terão que adotar medidas para racionalização e redução de despesas visando a “preservar os serviços de fiscalização, arrecadação e a manutenção dos sistemas de tecnologia da informação relacionados à gestão corporativa; sistemas estruturadores; arrecadação tributária e aduaneira; Fazenda Pública e folha de pagamento da Previdência Social”.
A portaria determina que estão suspensas novas contratações relacionadas a serviços de consultoria; treinamento e capacitação de servidores; estágio remunerado; mão de obra terceirizada; aquisição de bens e mobiliário; obras, serviços de engenharia, melhorias físicas e alterações de leiaute; desenvolvimento de software e soluções de informática; diárias e passagens internacionais; insumos e máquinas de café; e serviços de telefonia móvel e pacote de dados para servidores, exceto para atividades de fiscalização.
Além disso, a portaria define que o horário de funcionamento dos órgãos do ministério, autarquias e fundações vinculadas será das 8h as 18h e pode ser reduzido em 1h. segundo a portaria, esse horário não se aplica aos serviços essenciais, em especial o atendimento ao público, e ao funcionamento dos gabinetes do ministro da Economia e dos secretários e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
O secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, disse que foram feitos cortes em serviços que não são essenciais para a prestação de serviço ao cidadão. “São gastos internos da burocracia para que a gente possa, com esse recurso, focalizar naquilo que o ministério precisa para prestar o serviço para o cidadão”, disse, acrescentando que haverá um trabalho contínuo de monitoramento das receitas e, se o governo começar a arrecadar mais, será possível “relaxar” os limites de gastos.
Neste ano, o Ministério da Economia sofreu bloqueio de 34,8% do orçamento, com limite de gastos passando de R$ 12,6 bilhões R$ 8,2 bilhões. No mês passado, a menor previsão de crescimento da economia brasileira em 2019 fez a equipe econômica anunciar um novo bloqueio no Orçamento.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Juros altos travam o varejo e avaliação do empresário cai 6,1% em um ano

Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

Caixa encerra Bolsa Família de janeiro pagando beneficiários do NIS final 0

Brasil cria 1,279 milhão de postos de trabalho em 2025, aponta Caged

Metade dos temporários deve ser efetivada no comércio da Capital

Receita desmente novo imposto para todos os aluguéis por temporada

Caixa paga Bolsa Família para beneficiários de NIS final 9 nesta quinta

Caixa paga parcela do Bolsa Família para beneficiários de NIS final 8 nesta quarta

Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 25,2 milhões na Capital, aponta estudo

Ministério da Economia sofreu bloqueio de 34,8% do orçamento neste ano (Dreamstime)



