Na hora das compras, a maioria dos sul-mato-grossenses deverá priorizar as empresas que cumpriram seu papel social durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), segundo a pesquisa sobre os “Impactos do Coronavírus no Comércio de Bens e Serviços de MS”. Levantamento ainda apontou que a medida se tornou um atrativo para 82% dos consumidores.
O estudo, realizado em parceria entre Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/MS) e o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio/MS, mostra também que a maioria dos consumidores prefere fazer as compras pessoalmente (36%). Ou seja, se o negócio físico não fez as adaptações necessárias para garantir a biossegurança de clientes, poderá ser “passado para trás”.
Segundo a analista do Sebrae/MS, Vanessa Schmidt, o papel social refere-se à adoção das normas da vigilância sanitária e até a ações sociais. “Muitos empresários fizeram algo, seja ações de cunho social com a comunidade local ou medidas de biossegurança ou cuidados com cliente. Por exemplo, algumas empresas enviaram máscaras para quem comprou na pandemia. Quem adotou isso terá vantagem na retomada, um ganho de mercado”, destacou.
O estudo aponta ainda que outros atrativos que passaram a ser mais valorizados pelos consumidores foram promoção à vista (68%), atendimento (49%), cartão de crédito (30%) e variedade (21%). Além disso, quanto às formas de comprar, a adoção de canais de venda à distância também ganhou destaque: a maioria dos consumidores têm preferido comprar da loja física à distância (70,2%), seguido por comprar pela internet (25,5%).
“Estamos vindo de um momento de restrição tanto no consumo quanto de restrições sociais. É relevante que as empresas garantam que o cliente se sinta seguro no momento de fazer compras. Muitas empresas migraram para o digital e os clientes também. Parte deles continuará consumindo neste formato, as lojas deverão garantir que esta experiência seja aproximada à loja física”, complementa a analista.
Empresários
A pesquisa também ouviu os empresários e mostra que a categoria está atenta às mudanças de consumo ocasionadas pela pandemia. Segundo a pesquisa, entre as estratégias adotadas, a maioria investiu nas vendas pelas redes sociais (30%). Os empreendedores também passaram a utilizar ou intensificar a presença nas plataformas on-line de comercialização (22%) e outros adotaram as entregas em domicílio (13%).
Para parte dos empresários, a mudança trouxe resultados. Segundo o estudo, 40% alcançaram o efeito desejado nas vendas. Ao fazer as alterações, 37% dos empreendedores relatou ter tido dificuldade, apesar disso, 71% irão manter as mudanças no pós-pandemia.
A pesquisa ouviu 1.689 consumidores por telefone, entre os dias 04 a 18 de maio, com 95% de nível de confiança e 3% de margem de erro. O estudo também aplicou 352 questionários a empresários, de forma on-line, entre os dias 26 de maio a 09 de junho, com 95% de nível de confiança e 5% de margem de erro. Ao todo, 45 municípios de Mato Grosso do Sul participaram do levantamento.
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