O “Plano Riedel” lançado na segunda-feira (28) pelo Governo do Estado, destinado à socorrer o setor cultural e de entretenimento tem alguns aspectos inéditos e até hoje nunca vistos em uma ação dessas proporções na história de Mato Grosso do Sul.
Em todo o país, bares, restaurantes, setor cultural e a cadeia de serviços estão a beira da falência, pois as restrições, sejam as mais ou menos radicais, atingem de frente esses segmentos. MS não seria diferente.
Aqui, porém, um conjunto de medidas com valor total de R$ 763 milhões, distribuídos em três eixos - auxílio financeiro, medidas fiscais e microcrédito orientado, é anunciado com recursos do tesouro do Estado, conforme destacado pelo secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel.
Mais ainda, metade do décimo terceiro será pago adiantado no próximo dia 2 de julho, fato inimaginável na história do Estado. Por aqui o décimo já foi pago atrasado, jamais antecipado.
A participação de entidades como a FIEMS, Assembleia Legislativa, e a sensibilidade de atores governamentais deve ser ressaltada, mas um aspecto é master nesse episódio: a estabilidade econômica de Mato Grosso do Sul.
O "pires na mão" em Brasília, que sempre foi a solução para qualquer demanda setorial, dessa vez não foi utilizado. Todos os valores que serão emprestados, financiados, ou pagos antes da hora, como o salário de fim de ano, vem do tesouro do Estado.
Mato Grosso do Sul já havia subido no índice B, da capacidade de pagamento (Capag) ao Tesouro Nacional, que avalia a responsabilidade fiscal, que sinalizou uma melhora nos padrões de governanças nos guiam.
O pacote de ontem, no entanto, deixa a nú o patamar que estamos, o de poder atender com as próprias pernas, demandas de grande monta com nossos próprios dinheiros. A envergadura da empreitada atendida é histórica, e vale ser ressaltada. Avançamos.
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