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Economia

Preço do feijão deve cair já a partir de agosto, diz associação

Para Associação das Empresas Cerealistas do Brasil, valor vai baixar na colheita da terceira safra do produto no ano

09 julho 2016 - 19h00Portal Brasil

O diretor de Relações Institucionais da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Roberto Queiroga, declarou na quinta-feira (7) que o preço do feijão deve começar a cair em agosto, quando começa a colheita da terceira safra do produto.

“O consumidor vai começar a perceber queda do preço na gôndola com a terceira safra que vai entrar agora no mês de agosto. A partir de julho, já terá alguma acomodação em relação a preço. Essa é a expectativa. Em agosto, isso será mais percebido pelo consumidor”, afirmou Queiroga, após reunião de representantes de 20 câmaras setoriais e temáticas do agronegócio com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi.

Para o representante da Acebra, a importação do produto não trará impacto no preço, porque o feijão carioca, o mais consumido no País, não é produzido no mercado externo.

“O feijão carioca é uma característica própria do mercado brasileiro. Para o feijão preto, não vamos ter grandes problemas no abastecimento. O problema é o feijão carioca. O que vai atuar no preço é a produção no mercado interno da terceira safra que está chegando”, acrescentou.

No mês passado, o governo federal autorizou a importação de feijão de alguns países, com o objetivo de reduzir o preço do produto. O alimento teve elevação de preço devido a fatores climáticos que afetaram a safra ao longo do primeiro semestre.

Safra de grãos

A produção brasileira de grãos da safra 2015/16 deve chegar a 189,3 milhões de toneladas, com um decréscimo de 8,9% ou 18,5 milhões de toneladas menor que a anterior, que foi de 207,7 milhões de toneladas. Os números estão no boletim do 10º levantamento da safra de grãos, divulgado, nesta quinta-feira (7), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O trigo, juntamente às culturas de inverno, registrou um crescimento de 13,5% na produção, chegando a 6,28 milhões de toneladas, apesar de uma redução de área de 12,5%.

Já a soja reduziu 0,7%, alcançando 95,6 milhões de toneladas, e o milho, que apresentou as maiores reduções, teve queda de 3,99 milhões e 11,5 milhões de toneladas, respectivamente, na primeira e na segunda safra.

Entre as razões para a queda estão a redução na área plantada e as adversidades climáticas, como estiagens prolongadas e altas temperaturas.

Contudo, a área plantada teve aumento em relação à safra anterior. Este ano, deve chegar a 58,15 milhões de hectares ou 0,4% a mais do que em 2014/15, que teve 57,93 milhões de ha. A cultura da soja, responsável por 57% da área cultivada do País, permanece como principal responsável pelo aumento de área. A estimativa de crescimento é de 3,5%, passando de 32,1 milhões de ha em 2014/15 para 33,2 milhões na safra atual.

Outro aumento de área ocorreu com o milho segunda safra. A expectativa é de crescimento de 8% (763,8 mil h), totalizando 10,31 milhões de ha. Para a primeira safra, a exemplo do que ocorreu anteriormente, a área foi reduzida em 11,4%, atingindo 5,44 milhões de ha.

Outras reduções de área ocorreram também com o feijão primeira safra (8,5%), situando-se em 963,9 mil hectares, o feijão segunda safra, com redução de 2,6%, totalizando uma área plantada de 1,28 milhão de hectares, e o feijão terceira safra, com queda de área de 13,6%, chegando a 577,5 mil hectares.

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