A partir desta quinta (14), o preço do feijão poderia ser de R$ 5,34 o KG (valor do feijão carioquinha) de acordo com tabela Valor Real Pesquisado (VRP) publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta (13). Mas, este preço não vai chegar ao consumidor, isto porque a tabela serve de referência para o Governo cobrar a alíquota do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Para chegar a este valor são feitas pesquisas de mercado, com os produtores e as tendências com a safra que está porvir, assim se chega ao preço puro do produto, ou seja, não há nenhum tipo de imposto nem o soma aos custos do transporte, este valor pode ser considerado irreal. De acordo com a economista, Daniela Teixeira, a nova tabela não vai ter efeito imediato.
“A tendência é que vai começar a colheita do feijão aumentando a quantidade de produto e levando o preço a cair. Isso já foi repassado pelo Governo. Comparado a última tabela de 27 de junho, houve uma queda de 28,8% no tipo carioquinha e de 11,84% no feijão preto a granel. Mas nada disso significa um repasse imediato para o consumidor. Tudo depende da oferta e para os produtores ainda não surtiu efeito”, analisou. Daniela fez um cálculo de amostragem considerando o preço final de R$ 6,84 que é o resultado da retirada de 14,42 % (média da margem aplicada sobre produtos agropecuários no Estado), menos 1,65% do transporte teríamos R$ 5,74, ainda descontado o valor da alíquota do ICMS de 7%, chegaríamos ao VRP do carioquinha de R$ 5,34.
Em Campo Grande o supermercado mais em conta para comprar feijão é o Camila que pertence a Rede Econômica da Vila Nasser e do Coophavila com o carioquinha a R$ 8,99 e o feijão preto a R$ 6,29. Segundo o gerente Welington Rocha, não são aplicados nem 10% no primeiro caso que é adquirido a R$ 8,00 e a margem final, do segundo caso, é de 11%. O Mercado Campos do Caranda Bosque só consegue vender o produto a R$ 15,00 tendo lucro de R$ 3,00. Segundo o proprietário, Ronaldo Passberg, antes era possível vender a R$ 4,99. Porém, o alimento vem de fora do Estado o que já encarece e os atacadistas não têm estoque dele.
“Se eu quiser comprar 1 tonelada de feijão não vou conseguir nem 50 quilos porque o atacadista não tem. Está faltando no mercado. Não tem como suprir a demanda. Hoje o feijão não é um assunto bom, nós (supermercadistas) ficamos com fama de careiros, porém estamos tentando deixar o produto o mais acessível para o consumidor. Posso dizer que o consumidor aprendeu a substituir o feijão por lentilha, soja, feijão vermelho”, analisa. A Rede Comper de Supermercados, que tem mais de 10 lojas só em Campo Grande, pratica preços para o tipo carioquinha que variam conforme a marca indo de R$ 11,98 a R$15,99.
Tabela
A tabela discorre o saco de 30 kg do Feijão carioquinha a R$ 320,40 e 30 kg a R$ 160,20. O Feijão Carioquinha, Tipo 2, está a R$ 4,09 e sua saca de 60 kg a R$ 245,40. Feijão preto a granel agora está a R$ 3,35. Ensacado com 60 kg R$ 201,00. Feijão preto tipo 2 a R$ 2,33 e saca de 60 kg R$ 139,80.
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Economista Daniela Teixeira (Reprodução)


