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Economia

Terminei o ano endividado. E agora?

27 dezembro 2013 - 11h36Via IG
No começo do ano todo mundo faz aquela promessa de começar a atividade física e finalmente juntar dinheiro. Apesar de todas as boas intenções dos primeiros dias – ou até semanas –, nem sempre tudo ocorre como previsto.

Se para você não foi dessa vez, não sofra. Cerca de 62,2% dos brasileiros estão terminando 2013 endividados, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De cara, evite o desespero e não deixe as contas estragarem as festas de fim de ano. Tudo o que você precisa é de informação sobre quanto deve e como vai fazer para resolver a questão.

Com um pouco mais de atenção e uma dose de disciplina dá para mudar esse cenário para que no próximo ano novo você possa dar adeus às dívidas velhas e felicitar a prosperidade nova.

Alívio de pressão
Tudo começa pelo mapeamento total dos seus débitos. Afinal, o que você deve? Busque listar todas as dívidas, com seus respectivos credores, datas de vencimento e principalmente os juros que correm sobre cada contrato.

Enquanto estiver abaixo dos 20% da sua renda mensal, o endividamento está equacionado – afinal, um financiamento de casa ou carro pode valer a pena. Entre 20% e 30% da sua renda familiar, fique alerta. No entanto, se suas parcelas passam 30% da sua renda, em muito pouco tempo você poderá ter problemas, segundo Mauro Calil, consultor financeiro e fundador da Academia do Dinheiro.

Com todas essas informações na mesa, parta para o ataque. Se você tem um orçamento pessoal ou familiar, dedique-se a ele. Calil sugere que você observe as receitas e despesas e identifique qual é a sua capacidade de pagamento. Uma pequena ginástica financeira é necessária. Após o corta aqui, aperta lá, defina quanto você dedicará por mês ao pagamento das dívidas.

Não deixe de observar também os seus bens e identifique o que dá para vender para fazer algum dinheiro. Lembre-se que toda dívida tem juros, o que é sempre um dinheiro perdido – melhor se desfazer de algo do que manter com aqueles bens que só desvalorizam e geram despesas de manutenção.

No entanto, vale uma ressalva: nem tudo precisa ser vendido. Para escolher o que vai ser negociado, o critério é simples. Segundo Calil, só vale a pena vender o carro, o apartamento ou o computador quando nada disso lhe serve como gerador de renda. “Por exemplo, se você trabalha de casa e usa o computador para isso, ou trabalha com entregas, não vale a pena”, diz. De resto, ponha tudo na roda: roupas, coleção de vinis e tudo o mais.

Limpeza em família
O educador financeiro da DSOP, Reinaldo Domingos, chama esse processo todo de faxina financeira. Depois de olhar para onde está indo cada centavo, procure dar prioridade às dívidas com juros mais caros. Especialmente nessa época do ano, em que muitas despesas virão em janeiro, ter certeza do quanto de dinheiro estará disponível é essencial.

A família também deve fazer parte dessa reabilitação financeira. “Apresente a todos qual é o plano em 2014 e não se esqueça de traçar planos individuais também, com estimativas de valor e qual a necessidade de poupança para cada objetivo”, explica. “Acaba estimulando todos a cuidar melhor do dinheiro da família. Se você priorizar seus sonhos, sairá vencedor desse cenário de dívida.”

Depois de todo esse exercício, agora, na virada do ano, os próximos 12 meses serão de foco e muita disciplina. Domingos ressalta a importância de não cortar todas as fontes de lazer e aponta o efeito estimulador das pequenas metas. "É fundamental ter por perto algumas coisas que possam te motivar", diz. "Caso contrário, dificilmente você conseguirá manter a disciplina pelo ano todo."

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