O custo da cesta básica voltou a subir em Campo Grande e segue entre os mais altos do Centro-Oeste, pressionando o orçamento das famílias. Em março de 2026, o conjunto de alimentos básicos chegou a R$ 805,93 na Capital sul-mato-grossense, com alta de 3,29% em relação ao mês anterior, conforme dados da pesquisa do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), divulgada nesta quarta-feira (8).
No comparativo regional, Campo Grande aparece com custo menor apenas que Cuiabá, onde a cesta atingiu R$ 838,40, sendo a terceira mais cara do país. Já em Goiânia, o valor ficou em R$ 760,44, enquanto em Brasília foi registrado o menor custo entre as capitais do Centro-Oeste, com R$ 746,41.
Apesar de não liderar o ranking nacional, o peso da cesta básica em Campo Grande segue elevado. Em março, um trabalhador que recebe salário mínimo precisou comprometer cerca de 53,75% da renda líquida apenas com alimentação básica, além de trabalhar mais de 109 horas para garantir os itens essenciais.
A alta dos preços foi puxada principalmente por alimentos como feijão (13,49%), tomate (11,08%) e leite (9,20%), além da batata (7,71%). A elevação desses produtos está ligada a fatores como redução de oferta, impacto das chuvas na produção e aumento da demanda.
O cenário não é isolado. Todas as capitais brasileiras registraram aumento no custo da cesta básica em março, refletindo uma pressão generalizada sobre os preços dos alimentos. No Centro-Oeste, porém, os valores seguem entre os mais altos do país, com destaque para Cuiabá e Campo Grande.
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Cesta básica (Marcelo Pereira / FOTOKA )


