Iniciada nesta quarta-feira (31), a paralisação nacional dos peritos médicos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teve adesão em Mato Grosso do Sul, causando prejuízo no atendimento à população.
Os serviços devem ser mantidos entre 70% e 85%, conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em todo o país, mesmo assim comprometeu a efetividade do atendimento.
A categoria está reivindicando a contratação de 1.500 novos peritos, reajuste salarial de 23% e a elaboração de plano de carreira para a classe.
Em uma das principais agências do INSS em Campo Grande, no Horto Florestal, apenas três peritos não aderiram à greve e um grande parte das pessoas agendadas na perícia tiveram que retornar para casa sem atendimento.
O barbeiro Robson Ferreira, de 52 anos, vítima de um acidente que ocorreu em 2018, tinha uma perícia agendada desde outubro do ano passado, porém, por conta da greve, não foi atendido e nem teve o serviço reagendado.
Em Mato Grosso do Sul ficou decidido pelo STJ, que a Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP), organizadora do movimento grevista, deve manter 70% dos serviços. O ministro Fernandes, fixou o valor de R$ 500 mil da multa diária, para o caso de descumprimento da decisão.
De acordo com o ministro Fernandes, os médicos peritos exercem uma atividade de “natureza especialíssima”, reconhecida como essencial, conforme a Lei 13.846/2019, por se relacionar como uma etapa indispensável para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais.
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Banner da greve da perÃcia médica, na agência do INSS no Horto Florestal, em Campo Grande. ( Foto: Caio Tumelero/TV Morena)



