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Pai busca respostas após bebê morrer na Cassems

O hospital informou que cumpriu rigorosamente todos os protocolos técnicos e clínicos

22 fevereiro 2021 - 12h34Sarah Chaves    atualizado em 22/02/2021 às 12h58

Dúvida é o que ficou na cabeça de Luiz Gustavo Aguilar de 32 anos, e da esposa, após a morte da filha Luiza de 1 ano, que teve uma reação ao tomar bromoprima na veia, injetado por uma profissional da Cassems em Coxim, conforme informações do pai.

Segundo Luiz, a filha começou a apresentar febre e mal-estar na segunda-feira (8), e a primeira suspeita foi infecção por coronavírus. “O exame deu negativo, a doutora identificou uma infecção na garganta, e começamos a tratar, já no final de semana, no sábado ela começou a ficar ruim de novo, e na segunda-feira, uma semana depois ela foi analisada pela doutora que começou a tratar com outros antibióticos, mas de noite ela vomitou e levamos ao hospital onde foi atendida por outro médico que estava de plantão, e que não reconheceu a infecção da bebê, e resolveu não dar medicação, além do bromoprida”, contou o pai da Luiza.

Luiz questionava se médico não passar antibiótico. “Ele dizia que não sabia o que ia receitar, porque o antibiótico poderia atrapalhar o organismo antes dos 3 dias de infecção, e falou que tinha que esperar porque ela estava melhorando, e ela realmente estava, mas na quarta-feira (17) a noite depois de dois dias sem medicação ela vomitou de novo, e o médico falou para eu ficar tranquilo porque não ia acontecer nada com minha filha’, relatou.

No mesmo dia, Luiz e a esposa já pensavam em transferir a bebê, pois não queriam ficar mais naquele hospital e buscavam outros recursos. Uma médica plantonista chegou a pedir a transferência para a Cassems de Campo Grande. “Mas a Cassems da capital negou porque segundo eles, o quadro dela estava estável, e ela não tomou nenhum medicamento”.

A mesma médica plantonista que acompanhou todo o caso de Luiza, pediu autorização para passar antibiótico para o tratamento da criança na quarta a noite. “Na quinta-feira ela amanheceu bem, ficou de pé, andou , brincou”. Segundo o pai, na sexta-feira (19), logo pela manhã o médico da menina passou exames e receitou alguns medicamentos. “Minha filha estava comendo melão e brincando no colo da minha esposa, logo após a saída do médico, uma profissional entrou no quarto com uma seringa e falou que aplicaria bromoprida para impedir episódios de vômitos. Quando ela deu início a aplicação a Luiza começou a chorar, tremer e virar os olhos. Minha esposa correu com ela até a médica, que com ajuda de outros profissionais conseguiu reanimá-la, após 30 minutos de massagem cardíaca”, relatou.

Desesperado, o pai decidiu transferir a filha para Campo Grande com uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) aérea providenciada pela instituição. Segundo ele, “milagrosamente” a Cassems, que dias antes tinha negado a transferência por via terrestre, resolveu arcar até com o custo até do avião.

As 15h12 a UTI decolou de Coxim com destino a Campo Grande. O pai acompanhou a filha na viagem e notou que algo estranho estava acontecendo já no trajeto, e na ambulância ela acabou tendo outra parada cardíaca.

Ao chegar na unidade da Cassems da Capital ele foi separado da filha, que foi para a UTI, enquanto o pai esperava. Pouco tempo depois ele foi autorizado a subir para a UTI e quando chegou na porta foi recebido por uma médica, que deu a notícia de que Luiza não resistiu às três paradas cardiorrespiratórias que sofreu.

Ele conta que foi desestimulado por uma funcionária do hospital da Cassems a encaminhar o corpo da filha para o IML (Instituto Médico Legal), onde seria feito necropsia, e a funcionária disse que teria que colocar infecção generalizada como causa da morte. “Mas no hemograma dela, na hora que deu a reação, os leucócitos de 20 mil tinha baixado para 10 mil, quer dizer, o antibiótico estava fazendo efeito”.

O caso já foi registrado numa delegacia de Campo Grande, onde o pai também entregou a seringa usada para aplicar o medicamento na veia de Luzia em Coxim. A família vai constituir um advogado para cuidar do caso. Eles não descartam a possibilidade de pedir exumação do corpo para investigação. “Eu não quero dinheiro, eu quero uma resposta, e quero que acabe com essa negligência, já temos um advogado contactado pra dar uma orientação pra gente”, finalizou ao JD1 Notícias o pai que busca respostas para a morte da filha que faria 1 ano no sábado (20), dia em que foi sepultada.

Cassems

Ao JD1 Notícias, a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) informou que "Todas as unidades hospitalares seguem rigorosamente os protocolos técnicos e clínicos", e ressalta que toda a assistência técnica foi prestada.

Veja a nota na íntegra:

"A Cassems informa que a paciente LNAS, de um ano, foi admitida no Hospital Cassems de Coxim no dia 16 de fevereiro, permanecendo internada na unidade até sexta-feira (19), quando houve piora em seu quadro de saúde, necessitando de suporte avançado. Foi transferida para o Hospital Cassems de Campo Grande em estado grave. Embora toda a assistência em saúde tenha sido prestada, seguindo todos os protocolos médicos reconhecidos internacionalmente, informamos, com muito pesar, que a criança veio a falecer ainda na noite de sexta-feira".

 

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