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Pantaneiros emitem nota de repúdio à criminalização dos incêndios no Pantanal

A entidade ruralista aponta que a suspeita sobre os fazendeiros é uma ação arquitetada por setores ligado à Ongs

15 setembro 2020 - 17h55Matheus Rondon com informações da assessoria

O Sindicato Rural de Corumbá emitiu nesta terça-feira, uma nota de repúdio aos dados fornecidos pelas autoridades ambientais e policiais e organizações não-governamentais (Ongs) que apontam para condenar os fazendeiros do Pantanal pela ocorrência de incêndios florestais incontroláveis no bioma do Pantanal.

A entidade manifestou indignação, já que os pantaneiros estão sendo alvos de uma operação da Polícia Federal com mandados de busca e apreensão em propriedades onde teriam ocorrido supostamente os incêndios.

O sindicato aponta que a suspeita sobre os fazendeiros é uma ação organizada por setores ligados às ONGs , com a conivência de órgãos federais e estaduais, com o objetivo de apontar culpados para uma situação calamitosa e extrema devido à seca. Esclarece que podem ocorrer incêndios motivados, porém há outros fatores naturais, como concentração de massa orgânica de alta combustão e baixa umidade do ar.

“Indivíduos inescrupulosos, manipulando legítimos sentimentos de comoção com a exposição de animais feridos, objetivam arrecadar dinheiro para sustentar e aumentar as famigeradas reservas e restrições de uso que tornaram o Pantanal, seus bichos e gentes, extremamente vulneráveis diante das mudanças climáticas que afetam o planeta, onde uma simples seca vira o Apocalipse”, diz a nota.

Nota oficial

“O Sindicato Rural de Corumbá, em Assembleia Geral Extraordinária  manifesta seu absoluto repúdio à criminalização  imposta aos pantaneiros, por ocasião de incêndios  incontroláveis que atingiram a planície  pantaneira e o Planalto adjacente.

Indivíduos inescrupulosos, manipulando legítimos sentimentos de comoção com a exposição de animais feridos, objetivam arrecadar dinheiro para sustentar e aumentar as famigeradas reservas e restrições de uso que tornaram o Pantanal, seus bichos e gentes, extremamente vulneráveis diante das mudanças climáticas que afetam o planeta, onde uma simples seca vira o Apocalipse.

Escondem sua responsabilidade civil e criminal diante da tragédia, que sua atuação equivocada promoveu nos últimos  quarenta anos, através de  programa estrategicamente planejado em agências especializadas e redações, para este verdadeiro estelionato ambiental que hoje, estarrecidos, assistimos.

Não é possível, iniciando esta terceira década do Século 21, que artimanhas de grupos de conhecidos picaretas possam continuar a manipular o Poder Judiciário Federal e Estadual, envolvendo em suas maquinações até o próprio poder policial do Estado brasileiro, prendendo as vítimas e tornando heróis os malfeitores, ao mesmo tempo que abastecem suas organizações do produto do golpe.

Nós declaramos em Assembleia permanente para expressar nossa solidariedade aos companheiros atingidos, bem como suas famílias,  expressando a verdade inconteste que, se existe um Pantanal, ele não se deve a aventureiros e coronéis de romances cacaueiros com seus caxixes e tentativas de assassinatos de reputação!

Superaremos esta seca e estes incêndios cultuando nossas tradições, como superamos trinta e cinco anos de enchentes, que, no seu começo, também atraiu a pilhagem e o saque.

Colocamos à disposição dos companheiros atingidos e para os próximos que certamente virão, como já fartamente  anunciado,  as assessorias jurídicas de nosso Sindicato Rural de Corumbá, Federação  de Agricultura do Estado de Mato Grosso do Sul (Famasul) e da Confederação Nacional de Agricultura (CNA).”

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