O Papa Francisco exigiu nesta sexta-feira (05) "ação com determinação" frente aos casos de abusos sexuais cometidos pelo clero, segundo o Vaticano.
A declaração foi feita em encontro com os membros da Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada de apurar tais denúncias.
"O Santo Padre recomendou, em particular, que se continue com a linha de seu predecessor, Bento XVI, de agir com determinação nos casos de abusos sexuais", disse a Santa Sé em comunicado.
É a primeira vez, desde sua eleição em 13 de março, que o Papa se pronunciou sobre os casos de pedofilia na Igreja Católica.
O Papa confirmou que preconizará a tolerância zero, como Bento XVI, e convidou a hierarquia da Igreja a promover "acima de tudo medidas de proteção dos menores", ressalta a nota divulgada pelo gabinete de imprensa da Santa Sé.
Francisco também pediu para que "todos aqueles que foram vítimas de violência no passado sejam ajudados".
O novo pontífice pediu para que sejam impulsionados "os procedimentos devidos contra os culpados".
Ele também convidou as conferências episcopais de todos os países a "formular e cumprir" as diretrizes estabelecidas e reiterou que "reza de modo particular" pelo sofrimento das vítimas de abusos.
O escândalo dos sacerdotes que abusaram de crianças e adolescentes explodiu primeiro nos Estados Unidos no início dos anos 2000. Depois, afetou as Igrejas de vários países da Europa, sobretudo da Irlanda, onde foram registrados milhares de casos de abusos.
A maior parte dos casos data das últimas décadas, mas outro crime ainda viria se somar ao cometido pelos sacerdotes: o silêncio que cobria os atos. Alguns padres eram transferidos ou protegidos pelos prelados, em vez de serem punidos.
A Igreja da América Latina também conheceu uma série de escândalos. O mais famoso foi o do fundador mexicano do movimento conservador dos Legionários de Cristo, Marcial Maciel, também culpado de abusos sexuais.
O papa Bento XVI pediu perdão em várias ocasiões em nome da Igreja às vítimas e impulsionou a tolerância zero, apesar de ter sofrido muitas críticas.
Em maio de 2011, a Congregação para a Doutrina da Fé deu o prazo de um ano às conferências episcopais do mundo inteiro para adotarem as diretrizes em matéria de luta contra a pedofilia, que envolvem colaborar com a justiça civil.
O promotor para a luta contra os casos de pedofilia, Monsenhor Charles Scicluna, disse recentemente à Agência de Informações sobre o Vaticano I.Media que, "em meados de setembro, 75% das conferências episcopais enviaram uma resposta".
Autoridades do Vaticano disseram que Francisco, em uma reunião com o chefe de doutrina da Santa Sé, arcebispo Gerhard Muller, declarou que combater o abuso sexual é importante "para a Igreja e sua credibilidade".
Via G1
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O Papa Francisco durante audiência nesta quarta-feira (03) no Vaticano. 



