Os Estados Unidos rejeitaram, nesta quinta-feira (12), o resultado do processo eleitoral da Venezuela, que elegeu Nicolás Maduro, e aplicou sanções contra 16 membros do governo venezuelano e do Judiciário do país próximos ao presidente do país.
As sanções foram as primeiras aplicadas após as eleições de junho deste ano, e contam com nomes como a presidente do Supremo Tribunal de Justiça do país, Caryslia Rodríguez, que foi responsável por ler a sentença na qual o Supremo reconheceu a vitória de Maduro e afirma que não houve fraude nas eleições, além de determinar que as atas eleitorais não se tornem públicas.
Os juízes Inocencio Figueroa, Malaquias Gil, Juan Carlos Hidalgo, Fanny Beatriz Marquez, Edward Miguel Briceno e outros promotores também foram sancionados pelos EUA.
O secretário-adjunto do Tesouro dos EUA, Wally Adeyemo, afirmou que a sanção ocorre contra a opressão sofrida pelo povo venezuelano por parte do governo de Maduro.
“Hoje, os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas contra Maduro e seus representantes por sua repressão ao povo venezuelano e negação dos direitos de seus cidadãos a uma eleição livre e justa”, afirmou.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, que foi responsável por aplicar as medidas, afirmou que os sancionados terão restrições no visto para entrada nos EUA.
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela rejeitou "nos termos mais enérgicos" as sanções impostas pelos Estados Unidos.
"A Venezuela rejeita, nos termos mais enérgicos, o novo crime de agressão cometido pelo governo dos Estados Unidos da América contra a Venezuela (...) em um ato grosseiro, que busca se congraçar com uma classe política que lançou mão de práticas fascistas e violentas para derrubar, sem sucesso, a democracia Bolivariana", diz a nota.
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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Foto: Wikicommons)



