O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz segue praticamente paralisado, mesmo após anúncios de cessar-fogo na região, evidenciando o impacto direto da tensão entre Estados Unidos e Irã sobre uma das rotas mais estratégicas do comércio global.
Dados de monitoramento indicam que apenas três embarcações cruzaram o estreito nas últimas 12 horas, um volume muito abaixo do registrado em condições normais. A queda acentuada reflete a insegurança na região e as restrições impostas durante o conflito.
A redução do fluxo ocorre mesmo com sinais de trégua, já que armadores continuam cautelosos diante do risco de novos ataques ou bloqueios. Nos últimos dias, relatos de disparos contra navios e ordens para que embarcações retornassem aumentaram a tensão e dificultaram a retomada da navegação.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do petróleo global, o que amplia os efeitos da crise sobre mercados internacionais e cadeias de abastecimento.
Diante do cenário, a expectativa é de que o tráfego permaneça reduzido enquanto persistirem as incertezas geopolíticas, com impacto direto no transporte marítimo e nos preços de energia em escala global.
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Tensão entre EUA e Irã trava navegação no Estreito de Ormuz (Reuters/Hamad I Mohammed)


