Israel matou um dos principais comandantes da Jihad Islâmica, grupo militante palestino apoiado pelo Irã, em um ataque direcionado na Faixa de Gaza nesta terça-feira (12), e militantes reagiram disparando dezenas de foguetes contra cidades israelenses, incluindo Tel Aviv.
Veja um dos ataques em estrada de Israel
Na escala mais grave da violência na região em meses, um ataque de mísseis de Israel também visou a casa de uma autoridade da Jihad Islâmica em Damasco e matou duas pessoas, inclusive um de seus filhos, noticiou a mídia estatal da Síria. Israel não fez nenhum comentário sobre o incidente.
"Israel executou dois ataques coordenados, na Síria e em Gaza, em uma declaração de guerra", disse o líder da Jihad Islâmica, Khaled Al-Batsh, no funeral de Baha Abu Al-Atta em Gaza.
Autoridades israelenses descreveram Al-Atta como "uma bomba-relógio" responsável por uma série de ataques com foguetes, drones e franco-atiradores através da fronteira e suspeito de planejar outros.
"Realizamos o ataque (a Al-Atta) porque não havia outra escolha", disse o porta-voz dos militares de Israel, coronel Jonathan Conricus. "Quero enfatizar que não pretendemos escalar ainda mais a situação".
É provável que a morte de Al-Atta em casa, ao lado da esposa, crie um novo problema para o Hamas, facção que governa Gaza e vem procurando firmar tréguas com Israel desde a guerra de 2014.
Israel classifica a elevação das tensões em Gaza como parte de uma luta regional contra o arqui-inimigo Irã que transbordou para a Síria. O primeiro-ministro conservador, Benjamin Netanyahu, citou tais possibilidades ao tentar formar um governo de coalizão com rivais de centro-direita na esteira de duas eleições inconclusivas neste ano
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Corpo de comandante da Jihad Islâmica é levado por apoiadores durante funeral em Gaza (REUTERS/Mohammed Salem)



