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Justiça

Juiz condena delator de plano para assassinar delegado da Omertà, por porte ilegal de arma

Omertà mirou Jamil Name e outros; 'Caue', enfrenta uma sentença de dois anos e três meses de prisão por crime relacionado ao Sistema Nacional de Armas

01 abril 2024 - 09h00Vinícius Santos

Kaue Vitor Santos da Silva, o 'Caue', de 34 anos, foi condenado pela Justiça de Mato Grosso do Sul a dois anos e três meses de prisão por crime relacionado ao Sistema Nacional de Armas.

Além disso, ele esteve envolvido em um caso de delação de um plano para assassinar autoridades do estado, incluindo o delegado Fábio Peró, titular do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro). Essa descoberta foi resultado da fase da operação Omertà II, que visou desmantelar um grupo de extermínio liderado por Jamil Name e Jamil Name Filho, entre outros membros.

A condenação de Caue ocorreu devido à denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que alegou que, em 14 de agosto de 2017, por volta das 20h00, na Rua Cabreúva, no Bairro Paulo Machado, em Campo Grande, o réu estava transportando uma pistola marca TAURUS, calibre .380, municiada com 14 munições intactas, sem autorização e em desacordo com a legislação vigente. Ele foi abordado pela Polícia Militar durante um patrulhamento de rotina em sua caminhonete.

O juiz Márcio Alexandre Wust, ao julgar o caso, afirmou que "há elementos suficientes nos autos para incriminá-lo", concluindo que o acusado é autor de crime de porte ilegal de arma de fogo. Na análise da personalidade de Caue, o juiz destacou que ele apresenta uma tendência voltada para o crime.

De acordo com a sentença, Caue deverá iniciar o cumprimento da pena em regime aberto. Além da pena privativa de liberdade, ele também foi condenado ao pagamento de uma multa equivalente a 55 dias-multa, sendo o valor do dia-multa fixado em 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos.

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