Desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) estão analisando o pedido de liberdade de Anderson de Oliveira Sarmento, preso desde 20/11/2023 por ter ajudado Lucas Henrique Souza dos Anjos, de 21 anos, a matar a tiros Gabrielly de Oliveira Belantani, de 18 anos, em Campo Grande. O crime ocorreu no dia 10 de novembro de 2023 no Jardim Botânico.
O pedido de liberdade de Anderson foi negado inicialmente pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, mas agora está sendo analisado pelo colegiado da 3ª Câmara Criminal. Ele alega que a decisão que determinou sua prisão foi baseada apenas na gravidade do crime, sem uma motivação concreta de que sua liberdade representaria um risco. Ele defende que sua prisão pode ser substituída por medidas cautelares alternativas, como ter emprego lícito, família constituída e residência fixa.
No entanto, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) é contra a liberdade de Anderson. De acordo com o procurador Hudson Shiguer Kinashi, "diante da gravidade do caso concreto (homicídio qualificado pelo motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo feminicídio), fica claro que eventuais medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 do CPP) não seriam adequadas, nem suficientes para a garantia da ordem pública, instrução processual e aplicação da lei penal".
O procurador também cita os maus antecedentes de Anderson, que é reincidente em outros crimes graves, como roubos majorados ocorridos em 2012 e 2015.
A dinâmica do crime e a motivação também são apontadas pelo MPMS como motivos para manter Anderson preso. "Anderson de Oliveiras Sarmento concorreu para a prática do homicídio, na medida em que forneceu a arma de fogo utilizada na prática do crime, bem como transportou o denunciado Lucas Henrique Souza dos Anjos até o local a bordo de uma motocicleta, para que atirasse contra a vítima, dificultando assim sua defesa", diz o procurador.
De acordo com as investigações, tanto Anderson quanto Lucas tinham um relacionamento amoroso com Gabrielly e a ameaçavam de contar para suas respectivas esposas, o que demonstra a torpeza do motivo que levou à morte da jovem de 18 anos.
O caso ainda está em análise.
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