O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Jesus Peralta Bernal, segue preso acusado de matar a tiros Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. O processo foi distribuído e tramita na 1ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e do Tribunal do Júri da Capital, sob a presidência do juiz Carlos Alberto Garcete.
Ao final da instrução, com a apresentação de provas, realização de interrogatórios e demais procedimentos processuais, o juiz decide se há indícios suficientes para que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Pedido de liberdade
O juiz Garcete também deverá analisar, em primeira instância, eventuais pedidos de liberdade apresentados pela defesa do ex-prefeito Alcides Jesus Peralta Bernal. Como magistrado responsável pelo caso, cabe a ele decidir sobre medidas relacionadas à prisão, como revogação da prisão preventiva, relaxamento da prisão ou concessão de liberdade provisória. Caso o pedido seja negado, a defesa ainda poderá recorrer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por meio de habeas corpus.
Prisão especial
Por ser advogado, Bernal foi encaminhado para cela especial no Presídio Militar Estadual, após pedido da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS).
A medida segue o que prevê o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994), que assegura a advogados prisão em sala de Estado-Maior, com instalações e comodidades condignas, reconhecidas pela OAB.
Nessas condições, Bernal cumpre prisão preventiva enquanto a defesa já informou que pretende apresentar pedido de liberdade, sustentando que o ex-prefeito teria agido em legítima defesa.
Crime
O assassinato ocorreu em 24 de março de 2026, em Campo Grande. Logo após atirar contra Roberto Carlos Mazzini, o ex-prefeito Alcides Bernal se apresentou em uma delegacia da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Bernal afirma que reagiu em legítima defesa e sustenta que teve seu imóvel, localizado na rua Antônio Maria Coelho, invadido por Mazzini. Segundo a versão apresentada, a situação ocorreu em meio a uma disputa pela posse do imóvel, que teria sido adquirido em leilão por Mazzini. O caso segue sendo investigando.
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Alcides Jesus Peralta Bernal - Foto: Giuliano Lopes 



