Duas servidoras da Câmara Municipal de Paranaíba foram afastadas das funções por 180 dias, após determinação da Justiça de Mato Grosso do Sul. Elas são acusadas de desviar R$ 190 mil e até falsificação de assinaturas para aumentar ganhos.
A decisão recente, fundamentada em denúncia de crimes contra a administração pública, também proíbe o acesso das investigadas às dependências da Casa de Leis e aos sistemas informatizados.
Segundo o Ministério Público, que pediu o afastamento das servidoras, a investigação apontou que ambas utilizavam os cargos para falsificar requerimentos de aumento salarial entre 2022 e 2023.
"As servidoras, que antes auferiam como salário base o importe de R$ 3.095,17, passaram a receber R$ 9.285,51, de fevereiro de 2022 até fevereiro de 2023, havendo a suspensão dos pagamentos em março de 2023, em decorrência do processo de sindicância instaurado", informou a petição que abriu o processo.
Durante 13 meses, portanto, as servidoras auferiram a vantagem indevida de R$ 6.190,34, totalizando R$ 80.474,42 para cada uma, somando mais de R$ 160 mil de prejuízo aos cofres públicos apenas neste item. Fazendo as contas, as fraudes aumentaram o salário das envolvidas em 200%.
Além do desvio compartilhado, o MPMS atribuiu a uma das funcionárias a falsificação de um ofício com a assinatura do então presidente da Câmara. Ela também é acusada de manipular o sistema para a conversão irregular de férias, gerando um prejuízo de mais R$ 30.027,54. As duas quantias levam ao valor de R$ 190.976,38.
Os pagamentos irregulares foram suspensos após a abertura de uma sindicância interna. Durante o afastamento, as mulheres seguirão recebendo o salário-base, conforme determinou a Justiça.
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Desvio era para aumentar ganhos financeiros (Divulgação/MPMS)



