Mas de tudo isto o importante são os números e as estatísticas. A economia gerada em 2012 foi de 4,5% no período de pico, nos estados aonde foi adotado.Em 2013 nada diferente.Em 2014 criada a bandeira vermelha (acréscimo de taxa extra na na conta de energia elétrica )A cor da bandeira é impressa nos boletos das contas de luz e sinaliza o real custo de produção da energia no país. Se a cor é verde, a situação está normal e não há cobrança de taxa. Amarela, cobra-se R$ 2,50 para cada 100 kWh de energia consumidos. Desde o início do ano é a bandeira vermelha – com cobrança maior – que vigora no país. Para 2015, com estas ondas de calor, os olhos estão tanto para redução da demanda, tanto quanto na redução do investimento para geração e transmissão de energia, que são estimados em R$ 4,6 bilhões. No horário de pico, entre as 18h e as 21h, a redução na demanda será 2.065 megawatts (MW) no sistema das regiões Sudeste/Centro-Oeste. Na Região Sul, a redução será 630 MW. Nos dois sistemas, que abrangem as três regiões, a redução da demanda nos horários de pico ficará entre 4,5% e 5%.
Historicamente, o “Horário de Verão” foi instituído em um primeiro momento no Brasil, nos idos do verão de 1931. Destarte, até o ano de 1967 sua utilização foi realizada de forma esporádica e ocasional. Praticamente se esqueceu deste expediente pois ficaram 18 anos sem sua utilização, até que no verão de 1985 no bojo de ações governamentais para o racionamento em função da escassez de água naquele ano, nas hidrelétricas, o sistema foi retomado.
Para entender melhor os efeitos do horário de verão, imagine uma viagem de avião cruzando um fuso horário, que no início dessa viagem seria no sentido leste-oeste e no término sentido oeste/leste; por isso a dificuldade em muitas pessoas em assimilar de pronto esta diferença. Em condições normais os diversos ritmos do nosso organismo aonde se incluem o ciclo de vigília/sono e ritmo de temperatura estão sincronizados e concatenados, o que chama de ordem temporal interna; assim como o claro e o escuro. Com o advento do horário de verão ou a mudança de fuso horário, o organismo busca sincronizar novamente seu ritmo ao novo horário, no entanto, como cada sistema corporal tem sua velocidade própria de ajuste, a relação de fase entre os ritmos sofre discrepâncias, aonde se instala a desordem temporal interna. Claro, depois de algum tempo (variável) o ditame da normalidade se restabelece; mas é justamente este um dos motivos para tantas pessoas não verem com bons olhos o tão falado "Horário de Verão".
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