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Opinião

O Brasil de amanhã poderá ser a Venezuela de hoje

13 setembro 2010 - 00h00Jeovah de Moura Nunes
O enorme amor de Lula pelos brasileiros e pelos pernambucanos em particular dá para perceber quando medimos o tempo que a Hemobrás levou para sair do papel. Desde 2004 estão anunciando a Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, no Pólo Farmacoquímica de Pernambuco). O terreno para sua construção foi doado pelo Estado de Pernambuco ao governo federal, que em 2009 anunciou o início das obras. Porém, em outubro daquele mesmo ano, o deputado André de Paula denunciou que as mesmas estavam simplesmente abandonadas. Não passou de uma exposição de placa. Agora, (04.06.2010), no site da Hemobrás justo nas vésperas da campanha eleitoral, lê-se que “dentro de 15 dias, serão retomadas as obras da fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia”, e para “comprovar”, puseram uma foto de alguns peões carpindo o terreno. Ou seja, na prática a Hemobrás não saiu do papel, muito embora concursos públicos já tenham sido efetuados para preencher futuras vagas. Vale dizer ser o mesmo que começar a construção de uma casa pelo telhado. Enquanto não sai do papel a tal fábrica, o Brasil gasta R$ 800 milhões por ano, na importação de hemoderivados, medicamentos fornecidos às pessoas hemofílicas ou portadoras da imunodeficiência genética ou adquiridos. Ou seja, esta estatal é de essencial importância para os brasileiros, mas até agora não saiu do papel. Esta é a quantidade e a qualidade do grande amor de Lula e seu ministro da Saúde sentem pelos brasileiros em geral e pernambucanos em particular. Na pressa de colocar em prática tudo que passou batido até agora, e na incerteza da manutenção do poder em mãos do PT, um festival de propostas nos assombram a cada semana. O PNDH3 ainda vai dar muito o quê falar e hoje leio que o CNJ - Conselho Nacional de Justiça decidiu sugerir ao Congresso a aprovação de leis com grandes mudanças na política criminal. Achei que agora eles iriam finalmente colocar um fim nas brechas legais que favorecem tanto a impunidade e as penas frouxas para os criminosos, mas tudo isso não passa de um lêdo engano! O CNJ quer estender o benefício da fiança para todo e qualquer crime inclusive os hediondos. O pagamento da fiança é entendido como uma garantia de que o acusado se "manterá na linha", enquanto corre o processo para poder merecer a devolução da importância no final do mesmo. Parece que estamos tratando de entidades angelicais injustamente acusadas... Mas o melhor ficou para o final: de acordo com o conselheiro do CNJ Walter Nunes, se o acusado for pobre, mesmo os de crimes hediondos, terá direito de ficar em liberdade, independente do pagamento de fiança! Afora os riscos que se submetem os cidadãos de bem com um possível criminoso hediondo solto, o princípio isonômico garantindo a todos a igualdade perante a lei, acaba sendo rompido e passa a não mais existir. E isto ficará sacramentado na Constituição, porque para aprovar esse projeto, “uma extraordinária belezura”, há de ser através de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), e, depois de aprovado, este conceito absurdo poderá ser estendido a toda e qualquer situação. É assim que se pretende mudar o caráter democrático de nossa lei maior: fazendo entrar por uma portinha lateral uma bomba disfarçada de PEC, cujo efeito será demolidor para a Constituição como um todo, além da demolição de uma sociedade, já que neste caso não valerá a pena ser um cidadão honesto, quando o bandido é demasiadamente favorecido. As provas atuais são evidentes do que Hugo Chavez sempre almejou: um país totalitário, com o apoio irrestrito de nosso presidente barbudo e seu PAC, que nunca imPACtou nada. Dilma, a genérica de Lula, vai transformar estas e outras propostas em Projeto de Estado e o Brasil irá se transformar afinal em mais um estado totalitário somado às porções da América do Sul de hoje. O Brasil de amanhã poderá ser a Venezuela de hoje selando e tomando conta dos meios de comunicação. Espero que até lá possa eu partir para outra vida em definitivo, visto que morar num Brasil comunista será um inferno, quando já o é de forma capitalista. Minhas previsões não falham, haja vista as previsões que fiz do fracasso brasileiro na Copa do Mundo da África do Sul. Jeovah de Moura Nunes Escritor e jornalista, autor de “És Mulher” entre outros livros.

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