Os estudantes de engenharia, matemática, economia, informática e ciências naturais, ouvidos na pesquisa, almejam uma carreira de sucesso e, ao mesmo tempo, desejam tempo livre para a vida privada. Preferem trabalhar em seu país de origem e, no caso de ter que atuar em uma nação estrangeira, optam pelos Estados Unidos. No entanto, os motivos que levariam os brasileiros a exercer funções em um país diferente está ligado à falta de emprego adequado no próprio país – o Brasil liderou o item com 28%, em comparação com alemães (24%), romenos (22%) e chineses (14%).
Jovens com boa formação, com conhecimentos de língua e cultura estrangeira, que tenham domínio de informática, que se expressem com clareza e tenham um currículo turbinado com experiências práticas em programas de estágio, têm uma chance real de alcançar sucesso rápido na carreira escolhida. Isso porque existem muitas funções no mercado de trabalho que necessitam de mão de obra especializada, apesar da retração da economia, verificada nos últimos dois anos.
Com 50 anos de experiência na inserção de jovens no mercado de trabalho, o CIEE investe na qualificação em programas de estágio e aprendizagem para fortalecer a presença de novos talentos nas empresas e órgãos públicos, sabendo que o país colherá frutos mais à frente. A pesquisa do grupo Continental mostra que os brasileiros ainda mantém o otimismo, porque enxergam perspectivas no futuro. Então, é uma boa hora para as empresas apostarem nos novatos, convocando-os para programas de capacitação prática a fim de formar seus próprios talentos.
Luiz Gonzaga Bertelli - presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.Reportar Erro
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