O Uber é a mais revolucionária novidade para o campo-grandense que diz que 2016 foi ruim. Com um serviço inovador por um preço que cabe no bolso, foi aderido com gosto pela população. Apesar da guerra travada com os taxistas e representantes governamentais, o aplicativo é o queridinho do povo. Baseada nas minhas experiências como passageira, fiz uma lista de tipos de motoristas de Uber:
Motorista novinho: te busca em um carrão e conversa sobre suas ideias empreendedoras, ao som consideravelmente alto de um sertanejo contemporâneo. Geralmente universitários, simpáticos e muito bonitos.
Motorista terapia: você mal sobe no carro e o rapaz já começa a desabafar sobre os buracos das ruas, a filha na adolescência, a guerra com o táxi, o calor da cidade.
Motorista ex taxista: esses se dividem em apresentar um serviço aos velhos padrões dos quais reclamamos, ou apresentar suas mágoas com o táxi e falar sobre o quanto o Uber é melhor durante a corrida.
Motorista repórter: te pergunta sobre a faculdade, o trabalho, a família, os planos futuros, a rotina diária, sua carona anterior... À longo prazo podem despertar medo nos passageiros, mas são adoráveis.
Motorista black mirror: pede estrelinhas na chegada e saída do veículo, e durante a corrida manda indiretas sobre o quanto ele é bom condutor e merece uma constelação.
Motorista perdido: mesmo com GPS demora o dobro do tempo estipulado para buscar o passageiro e conta com ajuda de seus clientes como co pilotos para guiar o caminho. Sugiro doses de paciência com esses.
Motorista preparado: no veículo tem balinha, água, wi-fi, carregador, chuveiro e a promessa de te arrumar um amor em 5 dias. São os favoritos da maioria dos passageiros.
Apesar dos tipos, eu adoro esses caras! E sou grata por salvarem meus rolês a um preço acessível. Vida longa ao Uber
Sarah Santos é acadêmica de Jornalismo, escreve e usa Uber.
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