Gisely Duarte Galeano, de 35 anos, viveu o mês de fevereiro ‘mergulhada’ na violência causada por conta de um relacionamento conturbado antes de perder o filho, durante um aborto espontâneo e falecer.
Conforme as informações policiais, tudo começou no dia 3 de fevereiro, quando ela teria sido agredida a primeira vez pelo autor. Na ocasião, ela tentou registrar um boletim de ocorrência contra ele, mas acabou sendo impedida. Mesmo com o impedimento, Gisely afirmou que denunciaria o companheiro, fazendo com que ele fosse embora para a cidade de Bela Vista. A vítima apenas conseguiu fazer o registro no dia 5. Nesta data, ela já suspeitava que estava grávida.
Cerca de 15 dias depois, já no dia 18 de fevereiro, Gisely acabou mantendo contato com o autor e foi atrás dele, em Bela Vista. Durante a visita, ela sofreu uma série de agressões nesse dia e retornou para casa, em Ponta Porã, bastante machucada, sem contar nada para ninguém.
Na manhã seguinte, familiares dela foram até a casa dela, mas ela os atendeu apenas com o portão entreaberto, não os deixando entrar. A irmã ficou preocupada, tentou contato, porém ela não atendeu as ligações e nem respondeu as mensagens.
Ainda preocupada, a irmã voltou até a residência de Gisely novamente, no dia 20. Desta vez, ela conseguiu entrar, encontrando a vítima deitada no sofá reclamando de fortes dores abdominais e então foi levada pela irmã até o hospital Cassems, em Ponta Porã. Na unidade de saúde, os médicos constataram o aborto em decorrência das lesões sofridas e um derrame encefálico, sendo encaminhada imediatamente para a cidade de Dourados, onde ficou internada no Hospital Cassems de lá.
Uma semana depois, no dia 27 de fevereiro, a irmã da vítima procurou a Polícia Civil e registrou o boletim de ocorrência, comparecendo na delegacia novamente no final da manhã seguinte, dia 28 de fevereiro, para comunicar o óbito que havia sido constatado.
O caso está sendo investigado como feminicídio majorado, se praticado durante a gestação e a Polícia Civil está tomando todas as medidas cabíveis para que o autor possa ser responsabilizado criminalmente por seus atos.
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