O policial penal Leandro Ramires Pinheiro, de 35 anos, teve sua prisão em flagrante convertida para prisão preventiva pela Justiça de Mato Grosso do Sul, após passar por audiência de custódia durante a sexta-feira (5), em Campo Grande. Ele foi flagrado traficando ao ser pego com 2 quilos de cocaína em uma mochila a mando de um detento da Gameleira.
Na decisão assinada pelo juiz Eduardo Eugênio Siravegna Junior, foi levado em consideração que o tráfico de drogas é um crime hediondo e que mesmo a "despeito de sua primariedade", o crime é considerado extremamente grave por trata-se de um comércio ilegal de entorpecente.
"Ademais, trata-se de possível participação do autuado, ou no mínimo, colaboração com organização criminosa, haja vista as circunstâncias fáticas narradas no inquérito policial. Além disso, sua condição profissional revela-se ainda de maior gravidade, visto que tem acesso a custodiados faccionados e possui autorização para portar arma de fogo e munições", diz trecho da decisão.
O juiz também analisou que em decorrência dos efeitos maléficos ocasionados à saúde pública, além da alta possibilidade de psicodependência das substâncias apreendida, não seria plausível a concessão de medida cautelar mais branda.
"Finalmente, pelo fato do crime de tráfico de drogas ser equiparado a hediondo, infiro não ser recomendável a concessão de medidas cautelares mais brandas, por se demonstrarem claramente insuficientes ao caso telado", afirma o juiz Eduardo Siravegna.
Prisão - Leandro foi preso no final da tarde de quinta-feira (4), na Avenida Costa e Silva, próximo de uma universidade de Campo Grande. Ele estava sendo monitorado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) após uma denúncia.
Durante as diligências, por volta das 17h20, os militares que atuavam pelo Gaeco visualizaram a motocicleta que o agente penal estava, um Yamaha Fazer, com uma mochila preta nas costas, trafegando no sentido bairro pela Avenida Costa e Silva. Assim, foi realizada a abordagem ao suspeito.
Dentro da mochila estavam dois tabletes de cocaína, que pesados deram pouco mais de 2 quilos. Na mochila ainda estavam um celular, um rolo de saco de lixo da cor azul utilizado para embalar entorpecentes e a pistola municiada com 12 munições de calibre .40.
Interrogatório - O policial alegou para o delegado que fazia alguns "serviços" por fora para detentos, como pegar celulares com familiares ou amigos indicados pelos presos, onde recebia cerca de R$ 250 por entrega. Durante a quinta-feira, ele foi abordado por um detento que afirmou que tinha uma encomenda para ser feita, contendo seis ou sete aparelhos para serem entregues.
Por volta das 16h, ele chegou numa residência no Jardim Canguru, onde foi recebido por uma mulher, que repassou uma sacola e logo em seguida uma caixa de celular em cima. Ele afirmou que estava voltando com a entrega quando foi abordado pelo Gaeco. Na versão do agente penal, ele não tinha conhecimento da droga, mas sabia que era ilícito a introdução de aparelhos celulares no estabelecimento penal.
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