A quebra de sigilo de Fábio Luís, o Lulinha, aprovada pela CPMI do INSS nesta quinta-feira (26), pode ser revista pelo Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse a aliados do governo que vai analisar um eventual pedido para anular a decisão. No entanto, há uma decisão do ministro André Mendonça do STF, que também aprova a quebra, após solicitação da Polícia Federal.
Logo após a votação, parlamentares da base foram até a residência oficial de Alcolumbre alegando que houve irregularidade na contagem dos votos. Segundo eles, a aprovação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal, e a maioria seria contrária ao requerimento.
Alcolumbre orientou que a contestação seja formalizada na Presidência do Senado, com apresentação de provas como fotos e vídeos. O material será analisado com apoio da Advocacia da Casa, da Polícia Legislativa e da Secretaria-Geral da Mesa, com base no Regimento Interno. Se o pedido for aceito, todos os requerimentos aprovados na mesma sessão podem ser anulados.
A sessão foi marcada por confusão. Parlamentares discutiram e precisaram ser separados. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) afirmou ter sido agredido. Já Rogério Correia (PT-MG) disse que houve contato involuntário após empurrões e pediu desculpas.
A quebra de sigilo faz parte de um pacote de requerimentos aprovados pela CPI, que investiga descontos indevidos em aposentadorias do INSS. Lulinha é citado por suposta ligação com o lobista Antônio Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como facilitador do esquema. Há referência a um pagamento de R$ 300 mil a uma empresária ligada ao filho do presidente.
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Sessão da CPI do INSS que aprovou quebra de sigilo de Lulinha (Ton Molina/Folhapress)


