A divulgação de um texto atribuído ao senador Flávio Bolsonaro, com projeções eleitorais do PL nos estados, provocou reação de membros do partido em Mato Grosso do Sul. O material divulgado pela Folha de São Paulo nesta quarta-feira (25), cita o apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e menciona os nomes dos pré-candidatos ao Senado, o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Renan Contar (Capitão Contar), ambos do PL.
O documento ainda aponta que Contar estaria com “recall/melhor nas pesquisas” e registra que o deputado federal Marcos Pollon teria pedido R$ 15 milhões para não disputar a eleição. O cenário ocorre em um momento em que ele se coloca como candidato ao governo, contrariando o apoio a reeleição de Riedel (PP). Também circulou a informação de que a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, teria solicitado R$ 5 milhões para não sair candidata.

Diante das menções, Gianni Nogueira informou a reportagem, que é uma das pré-candidatas ao Senado e também é sondada pelo Partido Novo, negou qualquer tratativa financeira.
“Não pedi nada a ninguém. Não conversei com ninguém, nem o presidente estadual, nem presidente nacional e muito menos senador Flávio Bolsonaro, sobre qualquer valor relacionado, nem acerca da minha pré-campanha nem sobre à campanha.”
Ela classificou a informação como falsa. “Mentiras como essa surgem ‘não se sabe de onde’ com o único propósito de tentar denegrir a direita do MS". A vice-prefeita afirmou que mantém a pré-candidatura.
Marcos Pollon também rebateu a informação de que teria pedido recursos para não disputar o pleito. “Plantaram algo que nunca existiu para tentar manchar meu nome. Eu nunca pedi dinheiro para não ser candidato, e isso não vai acontecer”.
Ele afirmou que não negocia sua posição política. “Eu não negocio. Nem a vida do Bolsonaro, nem a dos presos do 8 de janeiro. Não negocio os 103.111 votos dos sul-mato-grossenses que confiaram e seguem confiando em mim”.
Questionado pelo JD1 sobre o quadro com dois nomes do PL ao Senado, extinguindo uma aliança com outro partido para o cargo majoritário, Capitão Contar, que aparece na lista como "melhor nas pesquisas" avaliou como estratégico. “Fazer dois senadores do PL nos estados mais conservadores, como o MS, é estratégico sim. Estamos falando do maior e mais forte partido de direita do Brasil [...] Precisamos ocupar os espaços e apoiar Flávio Bolsonaro. Quem tiver mais viabilidade deverá ser o candidato no futuro".
O ex-governador Reinaldo Azambuja foi procurado para comentar a articulação com dois nomes do PL ao Senado, mas não respondeu até a publicação.
O senador Flávio Bolsonaro admitiu ser o autor das notas, escritas em primeira pessoa, mas afirmou que muitas opiniões registradas são de terceiros durante uma reunião da cúpula do PL, na terça-feira (24), que contou com Rogério Marinho e Valdemar Costa Neto, e não refletem necessariamente seu posicionamento.
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Senador Flávio Bolsonaro (Gabriela Biló/Folhapress)


