Durante sessão extraordinária da Câmara Municipal de Campo Grande, realizada na noite de segunda-feira (12), o clima foi de tensão diante das críticas de vereadores e da população à condução do Executivo. Em meio às especulações sobre um eventual pedido de cassação da prefeita, o vereador Flávio Cabo Almi (PSDB) alertou que o debate já começa a afetar o funcionamento da Casa e pediu cautela ao tratar do tema.
Para o parlamentar, discutir cassação não resolve os problemas imediatos da cidade e pode desviar o foco das urgências enfrentadas pela população. “Vai sanar o problema cassar a Adriane? Vai resolver os buracos? Se for, nós temos que tomar essa medida, mas o que não dá é começar 2026 sem esse tempo. A Câmara segurou firme, esperou o primeiro ano da prefeita, que foi crucial para o Executivo ter fôlego para trabalhar. Agora, é preciso refletir muito e cobrar medidas rápidas e emergenciais para a comunidade”, afirmou.
Na mesma sessão, o presidente da Casa, Carlão (PSB), relembrou que ainda responde a processo relacionado à cassação do ex-prefeito Alcides Bernal e descartou, neste momento, a repetição desse cenário. “Não tem Executivo bom e Legislativo ruim. Vamos cobrar. Tem coisas que precisam ser discutidas com o Legislativo. Como decidir algo assim sem falar com a Câmara? Temos que trabalhar juntos”, disse.
Já o vereador Professor Riverton (PP), do partido da prefeita Adriane Lopes, fez um pronunciamento duro ao afirmar que se arrepende de ter votado e pedido votos para a gestora. “Errei e ela ainda está em tempo de recuperar e me mostrar que pode ser uma ótima gestora, mas por enquanto eu errei”, criticou.
Ao longo da sessão, os vereadores também destacaram problemas crônicos enfrentados pela cidade, como falhas no transporte público, deficiências na saúde e na infraestrutura urbana, com reclamações recorrentes sobre buracos nas ruas de Campo Grande.
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Vereador Flavio Cabo Almi (Izaias Medeiros)



