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Política

Deputados estaduais discutem impeachment aprovado no Senado

O assunto repercutiu e virou debate na sessão desta quinta-feira (12) na Assembleia

12 maio 2016 - 15h05James Viana com Agência ALMS

Em sessão que durou 20 horas em Brasília, os senadores aprovaram o andamento do processo de Impeachment que culminou no afastamento de seis meses da agora presidente afastada Dilma Rousseff (PT). O assunto repercutiu e virou debate na sessão desta quinta-feira (12) na Assembleia Legislativa, o deputado estadual peemedebista Renato Câmara (PMDB) comentou o afastamento da presidente.

“É um ciclo que se acabou e não deveria terminar dessa forma. Nos governos anteriores foi plantada a semente da estabilidade econômica, fazendo com que o presidente Lula (PT), quando assumiu, recebesse um país mais forte, sem inflação galopante, com aumento do poder aquisitivo das pessoas. O país viveu um momento de juros baixos e inflação controlada, com grande euforia e projeções excelentes para o futuro. No mandato da presidente Dilma, todos os avanços pararam de acontecer. Sua administração não conseguiu dar continuidade a essa construção da economia feita com as mãos de toda a classe política. Infelizmente, a presidente procurou esse caminho”, destacou Câmara.

Para o deputado Zé Teixeira (DEM), que sempre declarou contrario ao processo e sempre destacou que a presidenta deveria até o fim para sofrer junto com o país seus erros destacou na sessão de hoje que a esperança dos brasileiros tem novos ares após esse episódio. “Espero que o presidente que assume hoje cumpra a Constituição. Neste momento, o país passa por um momento de falta de fé e credibilidade, em que as instituições não podem continuar como estão. As coisas precisam se ordenar para os investidores estrangeiros acreditarem no Brasil. A situação da saúde, infraestrutura e criminalidade no Brasil é inaceitável”, finalizou o democrata.

Bancada Petista destaca “Mimimi” dos opositores e destacam que não vão se curvar ao golpe

O petista Cabo Almi também avaliou o momento delicado que do país e destacou. “Estou aqui para acompanhar o desdobramento de tudo que está acontecendo, sabemos da necessidade das diversas reformas para o Brasil. Quem estiver no país terá que assumir o compromisso de fazer essas mudanças. Acredito que é fácil falar e difícil fazer”.

Ele destaca ainda que esses golpista não têm moral para falar de ética e de bons costumes. “Basta olhar o passado e a folha desses que estão assumindo o fato é que não suportaram mais o PT no poder. Vamos aguardar, não vamos torcer pelo pior melhor”. Almi finaliza destacando que o PMDB sim poderia ter ajudado na melhoria do país, “mas desde fazer isso resolveu ficar chorando mandando cartinha, orquestrando manifestações”.

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) afirmou que hoje é o dia da consolidação do golpe das elites contra a presidente legitimamente eleita. “Foi ferida a democracia e rasgada a constituição. Infelizmente as forças mais reacionárias do país, setores do judiciário, Parlamento e Congresso Nacional, unidos à mídia, aprovaram admissibilidade do processo de impeachment. Os crimes atribuídos a presidente Dilma nunca foram considerados atos criminosos em outras gestões. Não nos curvaremos diante desse golpe, continuaremos lutando e denunciando esse golpe brasileiro”, relatou.

O líder da bancada petista na casa, Amarildo Cruz desabafou o posicionamento de seu partido. “Tenho a certeza que estamos do lado certo, e a hipocrisia reinante neste momento não será a salvação da realidade da situação difícil desse país. Essa prática fácil do golpismo tem que acabar, pois ninguém está acima da lei”, considerou o deputado.

O deputado João Grandão (PT) lamentou a situação atual. “Não dá para se admitir determinadas situações. Houve golpe sim, a história se responsabilizará de mostrar ao mundo sobre o golpe institucionalizado sofrido pelo Brasil”, enfatizou.

Tucanos destacam os movimentos da população para a mudança que o Brasil está passando

Beto Pereira (PSDB) afirmou que a presidente está pagando um alto tributo político. “A insistente retórica de golpe, utilizada pelo Governo Federal foi incapaz de sensibilizar a população e os políticos, já que a sociedade mostrou sua indignação nas ruas devido ao retrocesso que o país vive. O desemprego está em alta e a população não consegue pagar mais as contas, essa política de juros afeta a todos, gerou a recessão e a perda de receitas. O encaminhamento do PSDB é sustentar as devidas reformas necessárias para o país”, registrou o deputado.

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) falou do momento de expectativa dos brasileiros. “A esperança lançada pelos movimentos populares das ruas trouxe essa mudança na política brasileira. Isso é o ponto de partida para um momento diferente, mas não podemos esperar que em 180 dias todos os problemas deixados no país sejam resolvidos, não dá para exigir isso do novo governo”, mencionou.  

Flávio Kayatt (PSDB) relatou o pronunciamento do médium Divaldo Pereira Franco. “Quando questionado pela situação econômica do Brasil, Divaldo disse que o país está ótimo, vivendo uma fase nunca antes vivida, pois ninguém está acima da lei, à justiça brasileira está agindo de forma a punir quem é corrupto, a crise atual precede a evolução, e não está só no Brasil, está nas pessoas”, narrou e finalizou. 

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