Especialistas em política têm demonstrado dificuldades em prever o desfecho das eleições legislativas municipais que acontecerão em novembro deste ano. Isso por que, em tempos de pandemia, fica difícil dimensionar qual o naco do "mercado” eleitoral que as redes sociais tomarão do embate corpo a corpo, que sempre teve peso decisivo nesse tipo de disputa.
O primeiro ponto, nos meses de setembro, e principalmente em outubro, como estará a pandemia? Haverá o corpo a corpo nos bairros? Teremos reuniões presenciais nos moldes, tido como normais, na qual centenas de candidatos levam seus argumentos "olho no olho" do eleitor?
A dificuldade de precisar, exatamente qual será o cenário que a campanha ocorrera, é o primeiro grande desafio.
Para o executivo, as previsões é que nomes mais conhecidos, que tenham boa rede social, terão vantagens sobre desconhecidos, ou marinheiros de primeira viagem.
Segundo Eduardo Guedes (58), marketeiro de campanhas vitoriosas como Fernando Henrique, Hélio Garcia, e as duas de Reinado ao governo, a campanha para vereador, se persistirem as condições atuais, deve se caracterizar "por uma marcação homem a homem virtual”. Pouco adiantará postar conteúdo em grupos diz Guedes. "Centenas farão o mesmo, aí valerá a comunicação direta do candidato à outra pessoa. Haverá segmentação, mas terá que ser homem a homem, e não 300 candidatos postando no seu grupo", opinou.
Para o Executivo, Guedes diz que valerá muito o grau de conhecimento inicial dos candidatos. “Se com a televisão e uma campanha normal, a mensagem do candidato majoritário nem sempre chega, imaginem agora que vai ser curta e talvez sem chão", afirmou.
A campanha da pandemia se assemelha ao coronavírus, ninguém parece ter certeza de nada.
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