Menu
Busca sexta, 03 de julho de 2020
(67) 99647-9098
Política

Ministros debatem hoje no STF caso João Paulo Cunha

27 agosto 2012 - 10h57Alan Marques - 23.ago.12 / Folhapress

O julgamento do mensalão entra hoje na sua 15ª sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) com um debate entre o relator, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski. Eles divergiram sobre o ponto da acusação que trata do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP).

No capítulo que aborda uma suposta propina paga a João Paulo, Barbosa votou pela condenação do deputado, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e de dois sócios pelos crimes de corrupção e peculato. Lewandowski decidiu pela absolvição.

Hoje Barbosa faz sua "réplica" e Lewandowski, sua "tréplica", expressões típicas de debate eleitoral, mas que têm sido usadas pelos próprios ministros.

Barbosa deve apontar deficiências no voto do colega e vice-versa. Na sequência, os outros nove ministros votam as acusações contra o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato - parte em que Barbosa e Lewandowski concordaram pela condenação.

Equívoco
Lewandowski cometeu pelo menos um erro no voto que leu na quinta-feira passada. Ele atribuiu a um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) uma conclusão que não é dele nem do tribunal, mas de um personagem que foi alvo de uma auditoria do órgão, o ex-diretor-geral da Câmara Sérgio Sampaio.

Lewandowski disse que o ministro do TCU relator da apuração sobre o contrato de Valério com a Câmara afirmara que uma apuração da Secretaria de Controle Interno da Câmara (que apontou problemas no contrato) fora "maculada por vícios que a nulificam [anulam]".

Ele mencionou a página e o volume do processo do mensalão em que estaria a conclusão do TCU. No documento, contudo, vê-se que a afirmação sobre "mácula", "vícios" e "inimizade" não partiu do TCU, mas do próprio Sampaio.

Segundo Sampaio, a reprovação da auditoria interna da Câmara seria decorrente de uma suposta "notória inimizade" entre o então secretário de Controle Interno, Alexis Paula Souza, com o diretor de comunicação da Câmara, Márcio Araújo, e ele.

Apesar de ter aprovado os gastos do contrato, o TCU não avalizou essa versão.

Ontem, a assessoria do ministro reconheceu: "Houve um equívoco, uma falha de interpretação, mas o ministro mantém que a informação consta do acórdão do TCU. O essencial é que o TCU decidiu pela legalidade do contrato".

Via Folha

Totem_Alcool Gel

Deixe seu Comentário

Leia Também

Política
Ministério da Segurança ainda pode ser recriado pelo Governo
Política
Coronel David declara pesar pelo homicídio de Carla Santana
Política
Assembleia fará testes para Covid-19 em deputados e servidores
Política
"Projeto das Fake News gera interesse em 30 países", diz Nelsinho
Política
Câmara da capital aprova orçamento público para 2021
Política
Congresso promulga emenda constitucional que adia eleições municipais
Política
“Iremos cassar alvará dos estabelecimentos que desobedecem ao Toque de Recolher”, diz Marquinhos
Política
Bolsonaro usa fotos “fakes” em campanha com mesmo nome de propaganda de Hugo Chávez
Política
Venezuela fará eleição para novo Parlamento em dezembro
Política
Congresso faz sessão para promulgar emenda que muda data da eleição

Mais Lidas

Polícia
Após assediar jovem, perseguidor do Sedan prata é liberado pela polícia
Geral
"Crianças estão imunes ao coronavírus", diz Marcelo Crivella
Política
Ministério da Segurança ainda pode ser recriado pelo Governo
Cidade
Confira o itinerário de fumacê contra o Aedes Aegypti em oito bairros