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Política

Oposição Baunilha

07 dezembro 2011 - 17h19Arquivo

O governador André Puccinelli voltou a ostentar bons índices de aprovação, estando próximo dos 70% de ótimo e bom, o que se fundamenta a partir de ações de sua administração e de êxitos que tem como governante. Um outro dado, porém, facilita a vida de Puccinelli e faz com que seu projeto político ande numa larga avenida sem solavancos – a ausência de oposição.

Nunca MS teve um governante tão livre de incômodos, como André Puccinelli.

Na Assembleia, apenas dois deputados do PT ensaiam movimentos oposicionistas, Pedro Kemp e Paulo Duarte, mas com pouca profundidade em suas ações e sempre "tratorados" pela esmagadora maioria que tem o governo estadual na Casa. E mais, ambos ainda parecem estar presos a heranças do tempo em que eram governo, secretários de Zeca do PT, o que cria um limite para a atuação de ambos: o de não se mostrar tão ácidos, a ponto de sofrer um revide que abra detalhes indesejados do período em que eram situação.

Ainda na esfera política, não existe qualquer partido que marque e conteste o governo cotidianamente, ou que o interpele, por exemplo, na Justiça com constância. Enfim, que crie constrangimentos, que acabam por se tornar desgaste.

Na imprensa, são poucos os órgãos de comunicação que possam se dizer de oposição. Os que o fazem têm-se pautado única e exclusivamente no Diário Oficial, sem nenhum poder investigativo, a exemplo do que fazem as revistas de circulação nacional, numa outra dimensão. Com isso, ao contrário do que acontece em nível nacional, nenhum escândalo de natureza política consumou-se em função de denúncias na imprensa, já que nada – exatamente ilegal ou fruto de ação que possa ser denunciada – foi efetivamente levado a publico, além de fatos de natureza pessoal de secretários.

Com isso, André tem sofrido poucas críticas e quase sempre localizadas em fatos específicos de sua administração, o que não gera uma atmosfera de desconfiança em relação ao governo.

Já na seara política propriamente dita, as lideranças com poder de enfrentamento e de mobilização, e que poderiam fazer oposição, vivem momentos diferentes. E ninguém parece ter disposição para questionar Puccinelli no momento. Zeca do PT, mais preocupado em pagar as próprias dívidas que em qualquer outra coisa, Delcídio do Amaral sem nenhum cacoete para ser oposição cuida de seu mandato, e o prefeito Nelsinho Trad que pela envergadura do cargo que tem poderia fazer sombra a André é, na verdade, seu maior aliado.

Fora desses três, poucos teriam dimensão para criar uma estrutura que peitasse André.

Fazendo um bom governo e sem fantasmas para assustá-lo, somente um fato novo que venha de fora da esfera política poderá criar obstáculos aos planos que Puccinelli estabeleceu para si, em 2014.

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