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Política

Reeleição se confunde com história recente de MS

01 agosto 2010 - 10h58
O advento da reeleição é mais do que uma possibilidade. Na história recente de Mato Grosso do Sul ele aconteceu em todas as situações em que postulantes do executivo a pleitearam. O primeiro deles foi o atual governador André Puccinelli, quando prefeito de Campo Grande em 2000, ele enfrentou o então petista e hoje tucano Ben Hur Ferreira, na época deputado federal, que tentava barrar a recondução de Puccinelli. O resultado é conhecido, André ganhou e conquistou mais quatro anos frente à Prefeitura da Capital. Ainda em Campo Grande, o atual prefeito Nelsinho Trad disputou a possibilidade de uma segunda eleição, num pleito quase homologatório contra o deputado Pedro Teruel (PT). Venceu e com uma margem achapante. A vice de Puccinelli, que renunciou a Prefeitura de Três Lagoas para ser vice de André na eleição deste ano, também se reelegeu até com facilidade na sua cidade em 2008. Os petistas também souberam usar o poder para asfaltar sua permanência no poder por oito anos. Quando governador, Zeca do PT enfrentou Marisa Serrano, mas não teve a mesma facilidade de outros. A disputa foi ao segundo turno e até adversários tiveram que ser mobilizados ou "acalmados" para que a eleição não fosse uma grande surpresa. Por fim, Zeca ganhou o direito de ser governador novamente e ficou no poder até o final de 2006, exercendo oito anos de governo. Em Corumbá, Ruiter Cunha também se reelegeu e ficará no poder até o final de 2012, quando encerrara o exercício de duas administrações frente à "Cidade Branca". Na cidade de Dourados outro prefeito do PT tocou a municipalidade por dois longos mandatos, Laerte Tetilla, que mesmo não sendo uma unaminidade no Município, também teve duas gestões sob o comando de sua caneta. Mesmo em municípios onde a reeleição era considerada problemática, como Porto Murtinho com Nelson Cintra, a força da máquina (nesse caso também da estadual) acabou falando mais alto que a perspectiva política que se apresentava até o início do processo eleitoral. Neste ano de 2010, mais uma reeleição está em disputa, a do governador André Puccinelli. Com boa avaliação da população, liderando as pesquisas e mesmo com a vigilância rigorosa da justiça eleitoral e tendo a estrutura da máquina pública a seu favor, André tem toda a história política pós-reeleição de MS avalizando suas possibilidades de mais quatro anos de mandato. O segundo mandato foi permitido pela primeira vez na eleição de 1998, quando o então governador Wilson Martins não tentou conquistá-la, sendo que em 2010 ela estará sendo permitida pela sétima vez. Todos que a disputam, entram no pleito historicamente com favoritismo sobre seus adversários.
Athus Ingles

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