Avaliando o cenário da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, acredita que a flexibilização do isolamento social e a retomada da economia no país acontecem de "forma confusa". Em texto publicado no O Globo, o oncologista mostrou preocupação com a falta de coordenação central, dados e uma estratégia.
"O modelo atual para liberar a economia pode acabar em inúmeras idas e vindas, onde a mesma coisa é feita repetidas vezes na ilusão de que, em algum momento, vai funcionar. É quase a espera de um milagre", disse Teich.
Para o ex-ministro, são necessárias propostas mais eficientes para que a sociedade brasileira possa retornar a uma realidade que "amenize todas as perdas". Nesse contexto, Teich sugeriu que o Brasil precisa de um programa nacional de abordagem do distanciamento, coordenado pelo Ministério da Saúde.
Na construção do projeto, o oncologista defende a necessidade de pesquisadores e epidemiologistas para encontrar as melhores estratégias. "Estamos correndo contra o tempo. Quanto mais longa a quarentena, mais difícil vai ser administrar as consequências do impacto da covid-19 na saúde, na economia e no comportamento das pessoas", considerou.
"Não sabemos como a Covid-19 vai evoluir, nem quanto tempo ela vai durar. Enquanto aguardamos a chegada de um medicamento ou de uma vacina que funcione, é crítico encontrar uma forma de sair da situação atual", completou.
Nelson Teich deixou o cargo no Ministério da Saúde em 15 de maio, após menos de um mês comandando a pasta. O médico oncologista substituiu Luiz Henrique Mandetta e também defendeu publicamente posições contrárias às do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
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Nelson Teich deixou o cargo no Ministério da Saúde em 15 de maio, após menos de um mês comandando a pasta (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


