A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE/CG), apresentou nesta quarta-feira (15), o Projeto de Pesquisa “Triagem Neonatal e Tratamento Precoce do Autismo”, com a presença do prefeito Marquinhos Trad.
Conforme apresentados pelo Dr. Paula Muleta, não existe um exame específico para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), sendo o mesmo unicamente clínico. Atualmente o tratamento médico e multidisciplinar inicia após a manifestação dos sintomas, em média com 36 meses de vida.
A proposta de triagem neonatal e intervenção precoce em desenvolvimento pela APAE de Campo Grande visa o tratamento precoce, ou seja, o diagnóstico e tratamento antes da manifestação dos sintomas, em crianças de zero a um ano de idade.
Após revisão sistemática e reuniões técnicas, foram desenvolvidas duas propostas pela equipe Médica do Centro Especializado em Reabilitação da APAE, sob direção clínica do Dr Alberto Cubel Brull, coordenada pelo Dr Paulo Muleta e Dr Paulo Siufi, o Protocolo de Tratamento do TEA e II- Triagem neonatal do TEA.
Integrantes do projeto relatam que “podem ter encontrado o mecanismo biomolecular que causa o desenvolvimento neurosináptico característico do autista, em crianças sem comprometimento genético”.
Conforme o Dr. Paulo Siufi relata ao JD1 Notícias, o que será feito a partir de agora é um estudo com cerca de 450 crianças, dentro dos hospitais que autorizarem , que são a Maternidade Cândido Mariano, a Santa Casa de Campo Grande e Hospital Regional. “Será dosado uma substância, que tendo o resultado positivo para a expectativa do estudo, após a confirmação começaremos a fazer o acompanhamento nessas crianças”, afirma.
“Baseado neste estudo podemos verificar se esta é realmente a substância que leva ao autismo e poderemos introduzir no teste do pezinho. Após isso, iremos fazer a triagem neonatal de todas as crianças. Não será necessário deixar a criança crescer para ter característica do TEA, o exame irá evitar isso precocemente, da mesma forma que já é realizado o exame com anemia falciforme, com doença de chagas e várias que estão dentro do teste do pezinho. Se for comprovado vai ser o avanço da medicina”, finaliza o Dr. Paulo Siufi.
Os resultados preliminares obtidos no tratamento de seis crianças com o transtorno do espectro autista, com idade de 6 a 12 anos, de ambos os sexos, com as mais variadas manifestações clínicas, demonstraram melhora no comportamento social, atividades escolares/acadêmicas, comunicação, contato visual e outros ganhos normais e comuns de uma criança neurotípica.
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Dr Paulo Muleta, coordenador do desenvolvimento do projeto pela equipe médica do Centro Especializado em Reabilitação da APAE (Sarah Chaves)



