Uma resolução publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (8) institui um fluxo emergencial para atendimento de casos graves de chikungunya em Mato Grosso do Sul, com foco na região de Dourados, cidade que está emergência por causa da doença.
A medida estabelece regras para agilizar transferências de pacientes e garantir atendimento rápido durante o cenário de emergência em saúde.
De acordo com o texto, a principal mudança é a criação de um prazo máximo de até uma hora para que a Central de Regulação Médica tome uma decisão sobre casos considerados mais graves. A ideia é evitar atrasos no encaminhamento de pacientes que precisam de suporte avançado, como leitos de UTI.
A resolução também normatiza o uso da chamada “vaga zero”, mecanismo que permite a transferência imediata de pacientes em situação crítica, mesmo sem disponibilidade formal de leito, quando há risco de morte.
O fluxo emergencial vale prioritariamente para Dourados e áreas indígenas da região, onde há alta circulação do vírus e aumento expressivo de casos.
Entre as diretrizes, está a definição de hospitais de referência, como o Hospital Universitário da UFGD e o Hospital Regional de Dourados, além da obrigação de registro detalhado de cada atendimento e monitoramento constante dos indicadores, como tempo de resposta e número de transferências.
A resolução tem caráter temporário e ficará em vigor enquanto durar a situação de emergência provocada pela chikungunya no estado.
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