Com mortes de pessoas por complicações da obesidade, o Dr. Wilson Cantero afirma que a porta de entrada para o tratamento é o endocrinologista, especialista em obesidade e diabetes, já que a doença acarreta outros transtornos na saúde.
Conforme o médico, a obesidade é porta de entrada para várias doenças, como a incidência maior de diabetes tipo 2, câncer, doenças articulares e doenças emocionais. “Quando o paciente desenvolve a obesidade, desenvolve a resistência insulínica, pois apesar do pâncreas liberar a insulina ela não consegue abaixar a glicemia na corrente sanguínea do paciente obeso”, declarou o cirurgião.
Com a insulina insuficiente, o organismo faz com que o pâncreas produza cada vez mais insulina, e com o passar do tempo o pâncreas começa a ter falência, a toxicidade da glicose na corrente sanguínea faz com que as células produtoras de insulina no pâncreas comecem a morrer, é quando se instala a diabetes.
O grande problema da diabetes é que aos poucos ela vai lesando os órgãos e o tratamento clinico é a primeira barreira de tratamento para o diabético, quando esse tratamento não consegue ser efetivo, entra a cirurgia bariátrica metabólica, como opção.
Dr. Wilson comenta que quando foi criada, a cirurgia bariátrica era apenas para perda de peso, no entanto, com o passar do tempo, os estudos foram sendo feitos e se descobriu que o mecanismo de emagrecimento não era só deixar a pessoa sem comer. "Hoje a cirurgia mais utilizada é gastrectomia que faz com que o estômago se torne um tubo gástrico, tira 80% a 90% do tamanho dele. É uma cirurgia restritiva, tem um componente metabólico fraco, pois retira o hormônio da fome, a grelina".
Já o procedimento bypass, se tornou uma cirurgia metabólica, pois além da redução do estômago, há o desvio intestinal, uma cirurgia mista, faz com que os hormônios no intestino aumentem de maneira significativa levando o paciente a ter mais saciedade, melhorando também o funcionamento pancreático.
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Dr. Wilson Cantero, cirurgião bariátrico (JD1TV)



