É a primeira nova linha de produção da Apple desde o primeiro iPad e desde a morte de seu cofundador Steve Jobs. E, ainda que já existam outros relógios inteligentes no mercado, a empresa tem um histórico de entrar relativamente tarde em alguns mercados e ampliá-los ou mudar sua direção.
O relógio, que só será lançado no inÃcio de 2015, tem a elegância e a simplicidade tÃpica dos produtos da Apple, analisa o especialista em tecnologia da BBC, Richard Taylor, nos EUA. Parece abrangente em termos de funcionalidade, apesar de custar US$ 349 para sua versão mais básica - 30% a mais que seus rivais Android, Motorola e Sony.
O Apple Watch supera a concorrência no que diz respeito a monitoramento da boa forma dos usuários, mas algumas funções, como o "toque digital" para mandar mensagens e gestos a amigos, parecem servir apenas para chamar a atenção.
E o design, quadrado, pode parecer um pouco futurista demais, mas a ideia de produzi-lo em dois tamanhos pode ser boa, por ampliar seu interesse por parte do público feminino.
"Coroa digital"
O relógio é controlado pelo que a Apple chama de "coroa digital" - um mostrador lateral que permite que o conteúdo da tela seja ampliado ou rolado, além de funcionar como botão de "home".
A tela "touchscreen" consegue perceber a diferença entre um toque leve e uma pressão mais forte do dedo dos usuários. E o aparelho roda o Siri - o "assistente pessoal" controlado por voz da Apple.
A novidade faz alertas aos usuários de seus compromissos, serve de monitor cardÃaco e mostra mapas. O presidente da Motorola, Rick Osterloh, havia dito à BBC na semana passada que achava positiva a entrada da Apple no mercado de relógios inteligentes, ainda que competindo com o Moto 360.
"O burburinho gerado pela entrada da Apple no mercado de (aparelhos) usáveis é inquestionável", agrega Tim Coulling, analista sênior na empresa de pesquisas tecnológicas Canalys. "Vai gerar interesse em todo o segmento."
O aparelho, que tem três edições diferentes, faz conexão com iPhones 5 ou outros mais recentes.
Apple Pay
A Apple também revelou nessa terça os novos aparelhos IPhone 6 - que são maiores que seus antecessores. A tela do iPhone 6 tem 11,9 cm e a do iPhone 6 Plus tem 14 cm - uma mudança que, segundo analistas, pode impedir que seus usuários migrem para o Android.
A empresa lançou ainda seu novo serviço, o Apple Pay. O executivo-chefe da empresa, Tim Cook, que fez os anúncios, disse que o dispositivo visava "substituir a carteira" dos usuários.
O Apple Pay usa chips com sistema NFC (em inglês, near field communication), presentes tanto nos novos telefones como nos relógios da empresa. A compra é feita passando o celular ou relógio diante do leitor de NFC.
A empresa alega que o sistema é seguro porque não requer que a Apple armazene os dados do cartão de crédito do usuário ou que este tenha que compartilhar os detalhes de seu cartão com o caixa da loja. Diversas outras empresas já apostaram suas fichas em sistemas de pagamento semelhantes, mas estes ainda não se popularizaram a ponto de substituir o uso de cartões.
O analista da BBC Richard Taylor aponta que o Apple Pay traz conveniência, mas, após os recentes escândalos de hackeamento de fotos de celebridades, a confiança na segurança oferecida pela Apple está abalada.Reportar Erro
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(Foto: reprodução) 



