Órgãos públicos e entidades do setor agrícola do Mato Grosso do Sul formaram, na manhã desta quinta-feira (25), um comitê para monitorar a situação e definir possíveis ações de combate contra a nuvem de gafanhotos que avança sobre a Argentina e pode entrar no Brasil. A presença da praga ainda não foi registrada no território brasileiro, bem como no estado.
O assunto foi tratado em reunião virtual realizada nesta manhã. Participaram das discussões o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck; do superintendente federal de Agricultura, Celso Martins; do superintendente de Produção e Agricultura Familiar da Semagro, Rogério Beretta, do presidente da Famasul, Maurício Saito; do presidente da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Daniel Ingold; André Dobashi (presidente) e Frederico Azevedo (diretor-executivo) da Aprosoja (Associação de Produtores de Soja).
“Essa praga já é conhecida e vem sendo monitorada há muitos anos, tendo sido formado, inclusive, um Comitê Internacional para fazer esse acompanhamento. Aqui no Estado nós estamos tomando ações preventivas. É importante deixar claro que não temos a ocorrência da praga em nenhuma lavoura de Mato Grosso do Sul. O que acontece é que recebemos informação da existência de focos na região do Alto Paraguai, no país vizinho. Não se trata de nuvem como na Argentina, apenas focos. Sabemos que num eventual trajeto em direção ao Brasil, o próprio Pantanal seria uma barreira natural. Mesmo assim estamos discutindo a forma de um combate preventivo, caso seja necessário”, explicou o secretário Jaime Verruck.
O presidente da Famasul, Maurício Saito, disse que a entidade vai se mobilizar e solicitar aos produtores rurais para que informem sobre a presença da praga nas lavouras, caso venha a ocorrer, para que medidas imediatas sejam tomadas.
Já André Dobashi, da Aprosoja, diz que um meio eficaz de combate à praga seria com uso de aeronaves. Reforçam, entretanto, que a criação do comitê é uma medida preventiva, tendo em vista que não há notícia da ocorrência da praga no Estado.
O Ministério da Agricultura baixou portaria declarando estado de emergência fitossanitária nas áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina devido a uma nuvem de gafanhotos oriundos da Argentina que ameaçavam alcançar o território brasileiro. A chegada de uma frente fria no Sul mudou a direção dos ventos, podendo fazer com que os insetos permaneçam em território argentino ou sejam desviados para o Uruguai.
Segundo informações do Senasa (o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina) os gafanhotos surgiram em grandes números em janeiro de 2017 na Bolívia e, posteriormente, foi registrado o mesmo problema no Paraguai. Os dois países receberam ajuda técnica da Argentina, dando origem ao Programa de Gerenciamento Regional de Gafanhotos da América do Sul, que hoje inclui acordos de cooperação técnica.
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