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Agronegócio

"Não tem uma definição concreta", diz Reinaldo sobre Três Lagoas

Petrobras negocia com russos venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados localizada no município

03 março 2022 - 13h48Taynara Menezes
Sebrae Materia

Em entrevista a imprensa na manhã desta quinta-feira (3), o governador Reinaldo Azambuja comentou sobre as tratativas e incertezas do acordo da Petrobras com o grupo Russo Acron em relação à concretização da venda da UFN-III (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados-III que fica em Três Lagoas.

No dia 4 de fevereiro, a petroleira confirmou que havia chegado a um acordo com a estrangeira, mas que a assinatura do contrato depende “de tramitação na governança da Petrobras, após as devidas aprovações governamentais”. A guerra da Rússia contra a Ucrânia trouxe dúvidas em relação à concretização da venda da UFN-3.

Conforme Azambuja, ainda não há uma definição estabelecida de como será as negociações daqui em diante. "Não temos nenhum encaminhamento, já conversei com general Luna, presidente da Petrobrás e não tem uma definição, ainda concreta" explicou.

O governador ainda destacou a importância dos fertilizantes nitrogenados no agronegócio do país e acredita que o setor é vital para o contínuo crescimento do agro no Estado, que segundo ele, vem crescendo bastante.

"Temos que aguardar,  não sabemos ainda se os embargos atrapalham a negociação Petrobrás Rússia, mas, sabemos também que se não ficar com eles, a Petrobras achara um caminho para essa questão, até porque, essa produção, neste momento, é muito importante para a economia do Brasil" concluiu.

O chefe do Estado acredita que o problema maior pode surgir só ano que vem, pois a próxima safra já está garantida. 
"Essa que esta plantada, a safrinha, é tranquila e sabemos que a próxima safra de verão, já tem estoque definido no Brasil, dessa, faremos o plantio em setembro e outubro deste ano. A partir do ano que vem,  teremos que começar a olhar acomodação do mercado e com certeza, mas tem tempo até lá e, com certeza, a  UFN3 já terá uma posição com os russos ou até mesmo com a Petrobras" afirmou o governador. 

Atualmente, o Brasil compra de fora 70% do insumo usado na agricultura. Em 2021, 23% desses adubos ou fertilizantes químicos importados vieram da Rússia, segundo dados do Comex Stat, ferramenta do Ministério da Economia. Foram 41,6 milhões de toneladas compradas por 15,1 bilhões de dólares.

Sebrae Materia

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