O governo brasileiro acompanha com preocupação a possibilidade de uma nova sanção comercial dos Estados Unidos contra produtos do país. A medida pode ser recomendada após a conclusão de uma investigação aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que analisa a ocorrência de trabalho forçado e condições análogas à escravidão em cadeias produtivas de 60 países, incluindo o Brasil.
A apuração busca identificar se produtos exportados para o mercado americano são fabricados com participação de mão de obra considerada irregular. Caso o USTR conclua que há problemas relevantes, poderá recomendar restrições comerciais ou a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.
Nos bastidores, a avaliação no Palácio do Planalto é de que a investigação pode resultar em alguma recomendação de punição, mas sem implementação imediata de novas tarifas.
Além desse processo, o Brasil também é alvo de uma investigação mais ampla conduzida pelo USTR. Nesse caso, os americanos analisam práticas comerciais e regulatórias brasileiras em diferentes áreas, incluindo o Pix, a atuação das redes sociais, questões ambientais relacionadas ao desmatamento, o mercado de etanol e até o comércio popular da região da Rua 25 de Março, em São Paulo.
As duas investigações podem servir de base para futuras medidas comerciais dos Estados Unidos, dependendo das conclusões apresentadas pelo órgão.
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Caso o USTR conclua que há problemas relevantes, poderá recomendar restrições comerciais (Antônio Cruz/Agência Brasil)



