O presidente da República promulgou, na quarta-feira (4), a Lei Complementar nº 212/2025, que cria o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), voltado à revisão e reorganização das dívidas que Estados e Distrito Federal têm com a União. A nova norma também institui um fundo de equalização federativa e altera dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal e de outras legislações que tratam do equilíbrio financeiro entre os entes federados.
O Propag reúne e atualiza regras de renegociação previstas em leis anteriores, buscando oferecer condições mais equilibradas para amortização dos débitos estaduais. O governo afirma que o programa deve contribuir para melhorar a capacidade de pagamento e reduzir pressões fiscais sobre os Estados.
Vetos presidenciais
Ao promulgar a lei, o presidente vetou três conjuntos de dispositivos aprovados pelo Congresso. Entre eles estão trechos que permitiam aos Estados manter prerrogativas previstas no Regime de Recuperação Fiscal durante a suspensão de pagamentos e que incorporavam automaticamente ao saldo devedor os valores postergados.
Também foram vetadas as regras que autorizavam a cessão de recebíveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) como garantia no programa, além de um artigo que possibilitava a dedução de valores investidos pelos Estados em obras federais do montante das parcelas de suas dívidas.
Os vetos seguem agora para apreciação do Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los em sessão conjunta.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Congresso Nacional retoma trabalhos em fevereiro com 73 vetos de Lula na pauta

Após cirurgia, Lula recebe alta, mas ficará em repouso no fim de semana Lin

Cachorro é morto com dez tiros em frente a ponto de ônibus em SP

Adolescentes suspeitos de matar o cão Orelha voltam ao Brasil

Trabalho escravo e tráfico de pessoas fazem Justiça registrar alta histórica em 2025

Vídeo: Fuga com lulu-da-pomerânia termina na delegacia

Polícia Federal prende suspeito de planejar atentado terrorista no Brasil

Caso Orelha: Justiça dá 24 horas para redes removerem informações sobre adolescentes

CPMI do INSS retoma trabalhos com foco em banqueiros e ouvirá Vorcaro

Presidente Lula sanciona Lei (Ricardo Stuckert/PR)



