A autora do vídeo de Fake News (notícia falsa), onde afirmava ter provas que pedras e pedaços de paus estavam sendo enterrados no lugar de pessoas mortas pela Covid-19, em Belo Horizonte (MG), procurou a Polícia Civil do estado para se identificar e publicou uma nota em suas redes sociais pedindo desculpas. A acusada se trata da vendedora Valdete Pereira Zanco, moradora da cidade de Jacutinga, interior de Minas Gerais.
A Polícia Civil já havia pedido em redes socias e canais de comunicação, ajuda para identificar a autora da Fake News. Por meio de nota, o advogado da suspeita, Alexsander Ribeiro, afirmou que ela havia visto uma postagem no facebook sobre o assunto e imaginou ser verdadeira.
“Ela havia visto na rede social um fato ocorrido em Belo Horizonte no qual caixões com pedras e pedaços de madeira haviam sido desenterrados. Na data da gravação do vídeo, no interior da loja onde trabalha, ela recebeu um cliente que coincidentemente fez os mesmos comentários, o que a fez julgar o ocorrido como verdade”, explicou Ribeiro.
Ele complementa o texto dizendo que “Valdete reconhece humildemente o erro e pede perdão ao município de Belo Horizonte e seu ilustre prefeito e a todos quantos foram atingidos negativamente por este equívoco que cometeu. Gostaria ainda de frisar que minha cliente já se apresentou na Delegacia de Polícia Civil da cidade de Jacutinga/MG na data de 04/05/2020, onde foi lavrada a ocorrência, deixando registrado o incidente, contribuindo com a Justiça e para que essa seja promovida", disse o advogado.
As imagens tiveram grande repercussão nas redes sociais e também na imprensa. Muitas pessoas usaram o vídeo para questionar as medidas adotadas pela prefeitura da capital mineira para conter o avanço do novo coronavírus, como o fechamento do comércio e a manutenção do distanciamento social e até mesmo o alcance e a letalidade da doença, que já mantou mais de 7 mil pessoas no Brasil.
O delegado que investiga o caso, Wagner Sales, chefe do 1° Departamento de Policia Civil em BH, afirmou que a autora pode ser acusada de crime de denunciação caluniosa, difamação contra autoridade pública e contravenção penal de provocação de tumulto ou pânico. As penas para esses casos, somadas, podem chegar a nove anos de prisão, além de multa.
Assista o vídeo da Fake News
Confira a íntegra da retratação
Venho à público esclarecer a respeito do vídeo gravado pela minha cliente Valdete Zanco e que repercute nas redes sociais. Ela havia visto na rede social denominada Facebook um fato ocorrido no Município de Belo Horizonte/MG, do qual caixões haviam sido desenterrados e localizado em seu interior, pedras e pedaços de madeira. Na data da gravação, no interior da loja onde trabalha, ela recebeu um cliente que coincidentemente fez os mesmos comentários, o que a fez julgar o ocorrido como verdade.
Quero deixar claro que o vídeo foi postado unicamente em um grupo de WhatsApp de família, tanto que início o vídeo chama a atenção de um certo Hernandes, sendo este irmão da minha cliente. Com o vazamento do vídeo do grupo de família, ele chegou a ser compartilhado em um canal de Youtube, colaborando assim pela propagação. Desconhecemos a forma como o vídeo ganhou notoriedade nas redes sociais e nos demais veículos de comunicação.
Valdete reconhece humildemente o erro e pede perdão ao Município de Belo Horizonte e seu Ilustre Prefeito e a todos quantos foram atingidos negativamente por este equívoco que cometeu. Gostaria ainda de frisar que minha cliente já se apresentou na Delegacia de Polícia Civil da cidade de Jacutinga/MG na data de 04/05/2020, onde fora lavrada a ocorrência, e deixado registrado o incidente, contribuindo com a justiça e para que essa seja promovida.
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O vídeo teve grande repercussão nas redes sociais e também na imprensa (Reprodução/Internet)



