Menu
Menu
Busca quinta, 29 de janeiro de 2026
Gov IPVA Jan26
Brasil

Não há "ponto inegociável" no pacote econômico, garante Guedes

Pacote apresentado pelo governo contém três propostas de emenda à Constituição

06 novembro 2019 - 15h51Joilson Francelino, com informações da Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (6) que não há “ponto inegociável” nas propostas de reestruturação do Estado, apresentadas terça-feira (5) pelo governo ao Congresso Nacional. “Um ministro da Fazenda ou da Economia que disser que há ponto inegociável não está preparado para o exercício em uma democracia”, disse o ministro, ao deixar a residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), onde se reuniu com cerca de 40 senadores.

“Seria uma arrogância tola dizer que há algum ponto inegociável. Agora, nós sabemos quais são os pontos críticos e mais importantes, onde deve estar a atenção e o foco. E esse foco é, justamente, o de que precisamos de uma cultura de responsabilidade fiscal. Não podemos entregar um país quebrado para as futuras gerações”, acrescentou.

O pacote apresentado pelo governo contém três propostas de emenda à Constituição (PEC) que tratam de reformas econômicas: a do Novo Pacto Federativo, que prevê transferências de até R$ 500 bilhões para estados e municípios; a PEC da Emergência Fiscal, que define gatilhos automáticos de contenção dos gastos públicos em caso de crise financeira na União, estados e municípios; a PEC dos Fundos, que revê a vinculação de receitas com 281 fundos públicos em vigor atualmente.

Tramitação

A expectativa do governo é de que a PEC Emergencial seja “apreciada e votada nas duas casas até o final deste ano”, disse o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), ao deixar a reunião. “Temos prazo exíguo, mas temos também uma emergência fiscal caracterizada em pelo menos três estados da federação [Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais]. E tem também outros estados que estão prestes a entrar em emergência fiscal. Como o Senado é uma casa da federação, tenho impressão de que isso vai ter um peso importante para acelerar a tramitação”, argumentou.

Segundo ele, apesar de as matérias serem “densas”, foram bem recebidas pelos senadores. “Evidentemente, um ou outro ponto pode enfrentar mais resistências. Há comentários com relação à possibilidade de fusão dos municípios”, exemplificou. “Mas quando se explica que o governo quer, com isso, criar uma cultura fiscal, onde o município não viva só de transferências, a resistência diminui”.

De acordo com a proposta, cada município precisará ter uma receita própria de pelo menos 10% da receita total, o que inclui os repasses feitos pelo governo federal. Segundo Bezerra, a média atual é próxima a 7%.

“Demos um prazo para alcançar esses 10%, que é até 2024. Mas a data pode ser ajustada para 2026 ou 2028. O importante é que a gente não saia criando novos municípios sem sustentabilidade fiscal, e que possamos estimular a criação de uma cultura de responsabilidade fiscal para que os municípios possam cobrar seu IPTU, seu ISS. É preciso que os entes federativos façam seu dever de casa”, acrescentou.

Cultura de responsabilidade fiscal

O ministro da Economia voltou a reiterar que as propostas têm por objetivo a criação uma cultura de responsabilidade fiscal no país. “Temos a lei de responsabilidade fiscal e não temos uma cultura. Com isso municípios e estados estão quebrados. Precisamos fortalecer essa cultura de responsabilidade fiscal”, disse.

Segundo Guedes, a transformação proposta pelo governo tem “várias dimensões”. Além de estabelecer uma cultura de responsabilidade fiscal, tem a de desvincular os fundos. “Tem 280 fundos que poderiam ser melhor utilizados para saneamento, saúde e infraestrutura. São fundos que foram carimbados há 20 ou 30 anos, que serão reexaminados pelo Congresso.”

Outra “dimensão” citada pelo ministro é a administrativa, com uma reforma que, segundo ele, valoriza o funcionário público e, ao mesmo tempo, interrompe privilégios para o futuro. “Os que entrarem daqui para frente precisam ter mentalidade de servidor público e não podem ter salários muito maiores do que o da iniciativa privada. E, para serem efetivados, será necessário mais tempo de serviço e avaliações, em vez de ganhar imediatamente a estabilidade.”

Reportar Erro
Funlec - Matriculas

Deixe seu Comentário

Leia Também

Fluffy foi devolvido à família após a ação
Brasil
Vídeo: Fuga com lulu-da-pomerânia termina na delegacia
Imagem de agentes da Polícia Federal
Brasil
Polícia Federal prende suspeito de planejar atentado terrorista no Brasil
Cão "Orelha", animal comunitário que morreu por maus-tratos
Brasil
Caso Orelha: Justiça dá 24 horas para redes removerem informações sobre adolescentes
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro
Brasil
CPMI do INSS retoma trabalhos com foco em banqueiros e ouvirá Vorcaro
Sabatinas no Senado envolvem STF, CVM e órgãos de controle em 2026
Brasil
Senado inicia 2026 com fila de sabatinas para cargos estratégicos
Cão 'Orelha' foi morto de forma brutal por adolescentes
Brasil
Saiba que sanções podem ser aplicadas a jovens que mataram cão Orelha
Foto: Wayhomestudio
Brasil
Planos de saúde passam a cobrir Momelotinibe para tratamento oncológico
Gás natural terá leve queda no preço
Brasil
Petrobras reduz em 7,8% preço de venda do gás natural a distribuidoras
O Agente Secreto
Brasil
'O Agente Secreto' entra na disputa do Bafta 2026
Foto: O Globo
Brasil
INSS autoriza perícia médica por videochamada em nove cidades de MS

Mais Lidas

Confronto aconteceu no bairro Jardim Cerejeiras
Polícia
AGORA: Dois suspeitos de roubos morrem em confronto com o Choque em Campo Grande
Carro desviou de buraco e atingiu o motociclista
Trânsito
AGORA: Motorista desvia de buraco, atinge moto e mata motociclista no Jardim Seminário
A confusão aconteceu na tarde de hoje
Polícia
Adolescente é espancado a pauladas após bater em menino autista no Parque Ayrton Senna
Foto: Ilustrativa / MrDm / Freepik
Comportamento
Pesquisa aponta que mulheres preferem homens com pênis maiores