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Brasil

'Não sou bom, mas os outros são muito ruins', diz Bolsonaro

08 março 2018 - 09h26

O pré-candidato a presidente, deputado federal Jair Bolsonaro, fez um apanhado de suas propostas para o Brasil ao se filiar nesta quarta-feira ao PSL. Se reafirmando como nome da extrema direita e defensor da família, ele defendeu o armamento da população a violência para combater os “marginais” e a criminalização do movimento dos sem-terra. Também disse ser a favor das privatizações,  criticou os homossexuais e a lei do feminicídio e citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como exemplo.

Bolsonaro iniciou o discurso fazendo uma brincadeira com o seu nome do meio. Com a palavra depois de uma oração puxada pelo deputado Magno Malta, o presidenciável disse ser o “Messias”, levando a plateia formada em grande parte por militares ao delírio. 

Ao falar para seus apoiadores, o pré-candidato a presidente reconheceu, mais uma vez, não saber nada de economia e afirmou: “Tenho a humildade de dizer: não sou bom não, mas os outros são muito ruins.”

Mulher com pistola na bolsa

Na véspera do dia da mulher, o deputado citou a própria esposa para se dirigir a elas e chamou a lei do feminicídio de “bacana”, mas considerou que ela não tem serventia. “Vagabundo não está preocupado com lei do feminicído, ele vai pro pau. O que breca eles não vai ser levantar papelzinho e mostrar a lei, vai ser a mulher tirar da bolsa dela uma pistola”, afirmou. Na sequência, Bolsonaro disse querer quebrar o monopólio da Tauros no Brasil. 

O pré-candidato disse que o desarmamento da população é o primeiro passo para a ditadura e defendeu que a sociedade volte a poder portar armas. Bolsonaro disse que, se eleito, a bancada da bala vai virar bancada da metralhadora. “Mais que defender a vida de cada um de nós, vou defender a liberdade desse povo e do nosso Brasil. Mais importante que nossa vida é nossa liberdade”, afirmou. 

Bolsonaro disse ser a favor da violência para combater a criminalidade. “A violência se combate com energia e se for o caso com mais violência. Não dá para tratar esse tipo de gente que não tem o mínimo respeito às nossas vidas com consideração, afinal, grande parte deles não são recuperáveis”, disse.

 Gay 'não é normal'

Bolsonaro voltou a falar dos homossexuais e disse que “casamento é entre homem e mulher e ponto final”. O pré-candidato disse não ter nada contra os gays, mas repetiu seu mantra de que um pai ou uma mãe “prefere chegar casa e encontrar filho com o braço quebrado por ter jogado futebol do que brincando de boneca por influencia da descola”, disse. Segundo o político evangélico, todo mundo tem um amigo gay, mas essa condição "não é normal".

 

Privatização e ministérios
 

O pré-candidato a presidente também defendeu as privatizações. Disse que, se eleito, vai extinguir um terço das estatais, avaliar fazer o mesmo com o segundo terço e privatizar o restante com critério. 

 Bolsonaro também desenhou o que seriam as primeiras indicações do seu eventual ministério, no qual citou como possibilidade para a pasta de Ciência e Tecnologia o astronauta Marcos Pontes. 


O pré-candidato também prometeu criminalizar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), enquadrando as ocupações como ato de terrorismo e disse que, se eleito, vai alijar as esquerdas. "Quem reza nessa cartilha da esquerda não merece conviver com os bens da democracia e do capitalismo, temos que alijá-los, esse pessoal é um atraso", afirmou.

A plateia de apoiadores aplaudiu e exaltou as palavras de Bolsonaro, chamando-o de mito e reforçando as críticas dele aos representantes da esquerda e "marginais".

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